
Política
"Trump não tem o direito de acordar e achar que pode ameaçar um país", diz Lula
Presidente desembarca nesta quinta-feira em Barcelona, e essa será a primeira parada de sua viagem a três países europeus

Foto: Reprodução Youtube | El País
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que Trump “não tem o direito de acordar de manhã e achar que pode ameaçar um país." O pronunciamento ocorreu às vésperas de uma agenda de Lula em Barcelona, onde se reunirá com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, antes de participar de um fórum internacional de lideranças da esquerda, o Fórum Democracia Sempre.
"No Brasil, acreditávamos no desarmamento e promulgamos em 1988 uma Constituição que proíbe fabricar armas nucleares. O que aconteceu? Os EUA não se desarmaram, a Rússia também não, [nem] China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. Estamos quase desprotegidos. Mas não quero investir em armas, quero investir em livros, alimentação, emprego", disse Lula em entrevista ao jornal espanhol El País.
Segundo o petista, ele já entrou em contato com líderes de outras nações para que se reunam para tratar sobre o presidente dos Estados Unidos. "Já liguei para o presidente Xi Jinping, para o primeiro-ministro indiano, para Putin, para Macron, para todos, pedindo que nos reunamos. Porque Trump não tem o direito de acordar de manhã e ameaçar um país. Não foi eleito para isso e sua Constituição não permite", pontuou Lula.
Quando foi questionado sobre como definiria Trump, o mandatário afirmou que o líder americano está “jogando um jogo muito equivocado”, partindo da premissa de que “a força econômica, militar e tecnológica americana determina as regras do jogo”. Para Lula, ao agir assim, o Trump acaba criando problemas para os Estados Unidos, sem considerar que, ao atacar o Irã, por exemplo, “quem pagaria” a conta seria a própria população.
Lula na Espanha
O presidente Lula desembarca nesta quinta-feira (16) em Barcelona, e essa será a primeira parada de sua viagem a três países europeus — Espanha, Alemanha e Portugal.
Nas redes sociais, o petista disse que “o objetivo é consolidar parcerias, atrair investimentos e discutir temas globais urgentes como a defesa da democracia, do multilateralismo e o combate às desigualdades."
A agenda internacional busca ainda ampliar o apoio à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral das Nações Unidas (ONU) e ocorre em um momento relevante para as relações com a União Europeia, às vésperas da entrada em vigor provisória do acordo Mercosul-União Europeia, prevista para 1º de maio.
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