Sexta-feira, 17 de abril de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Política

/

Esquema com imóveis de luxo para ex-BRB envolvia “laranja” e rede de empresas, diz PFm

Política

Esquema com imóveis de luxo para ex-BRB envolvia “laranja” e rede de empresas, diz PFm

Operação resultou na prisão de Costa e do advogado Daniel Monteiro na quinta-feira (16)

Esquema com imóveis de luxo para ex-BRB envolvia “laranja” e rede de empresas, diz PFm

Foto: Divulgação/BRB

Por: Metro1 no dia 17 de abril de 2026 às 09:51

A Polícia Federal identificou a criação de um conjunto de empresas do setor imobiliário como parte de um suposto esquema de ocultação patrimonial envolvendo Paulo Henrique Costa e o banqueiro Daniel Vorcaro. As investigações apontam que os bens ocultados estariam avaliados em cerca de R$ 146,5 milhões.

A operação resultou na prisão de Costa e do advogado Daniel Monteiro na quinta-feira (16) e em mandados de busca e apreensão contra outros investigados.

Segundo a corporação, o núcleo da estrutura seria liderado por Hamilton Edward Suaki, apontado como o “laranja” responsável por figurar formalmente como diretor de seis empresas criadas entre julho e outubro de 2024. As companhias, entre elas Allora, Lenore, Stanza, Domani, Chesapeake e Milano, teriam sido utilizadas para receber aportes e adquirir imóveis de alto padrão, sem associação direta ao nome de Costa. 

Parte dessas empresas está registrada no mesmo endereço de um escritório de advocacia ligado a Monteiro, em São Paulo.

A investigação também identificou troca de mensagens entre Costa e Monteiro sobre a criação de uma “estrutura” para ocultar a titularidade dos bens. A PF ainda aponta que o esquema pode envolver crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 Os agentes apuram ainda a negociação de pelo menos seis imóveis de luxo, avaliados em cerca de R$ 140 milhões, que teriam sido utilizados como forma de propina em operações entre instituições financeiras. Desse total, aproximadamente R$ 74 milhões teriam sido efetivamente pagos, mas parte dos repasses não foi concluída após indícios de apuração sigilosa sobre o caso.