
Política
Mendonça aguarda pareceres da PF e PGR para decidir futuro de Daniel Vorcaro
Defesa pede prisão domiciliar após entrega de proposta de delação, enquanto Polícia Federal quer transferência do empresário para a Papuda

Foto: Carlos Moura/SCO/STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir sobre a situação do empresário Daniel Vorcaro somente após receber manifestações da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A análise envolve dois pedidos distintos: a PF quer a transferência de Vorcaro para o presídio da Papuda, em Brasília, enquanto a defesa solicita a conversão da prisão preventiva em domiciliar após a entrega de documentos relacionados a uma proposta de delação premiada.
Atualmente, o empresário está preso na superintendência da PF no Distrito Federal. Segundo interlocutores do STF, Mendonça pretende aguardar os posicionamentos oficiais dos órgãos de investigação antes de tomar uma decisão.
Vorcaro é investigado por supostas fraudes estimadas em R$ 12 bilhões envolvendo o Banco Master. Ele foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, ao tentar embarcar em um jatinho com destino a Dubai, episódio interpretado pela PF como tentativa de fuga.
O empresário chegou a ser solto semanas depois, mas voltou a ser preso em março deste ano. Na ocasião, Mendonça acolheu argumentos da PF de que Vorcaro lideraria uma organização criminosa voltada a intimidar pessoas ligadas às investigações.
A defesa nega irregularidades, mas passou a negociar um acordo de colaboração premiada. Apesar disso, investigadores consideraram insuficientes as informações apresentadas até agora e indicaram que a PF só deve avançar no acordo caso novos elementos sejam entregues.
Nesta quinta-feira, o gabinete de André Mendonça divulgou nota afirmando que o ministro não teve acesso ao conteúdo da proposta de delação apresentada pela defesa. Segundo o comunicado, “quaisquer afirmações em sentido contrário não refletem a realidade dos fatos”.
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