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Defesa de Bolsonaro prepara pedido ao STF para reduzir pena após aprovação de nova lei

Política

Defesa de Bolsonaro prepara pedido ao STF para reduzir pena após aprovação de nova lei

Nova lei pode diminuir condenação do ex-presidente em quase oito anos

Defesa de Bolsonaro prepara pedido ao STF para reduzir pena após aprovação de nova lei

Foto: Ton Molina/STF

Por: Metro1 no dia 11 de maio de 2026 às 11:58

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro já prepara um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para aplicar ao caso dele a nova Lei da Dosimetria, que reduziu penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. A estratégia dos advogados é aguardar o momento mais adequado para apresentar a solicitação, já que a Corte ainda analisará definitivamente a validade da norma. As informações são da coluna de Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

No sábado (9), o ministro Alexandre de Moraes suspendeu temporariamente a aplicação da lei aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A medida vale até que o plenário do STF julgue as ações que questionam a constitucionalidade da regra. Segundo interlocutores do Judiciário, a decisão busca garantir segurança jurídica e evitar a soltura de presos com base em uma legislação que ainda pode ser contestada.

Redução da pena

Pelos cálculos da defesa, a punição de Bolsonaro cairia de 27 anos e 3 meses para 19 anos e 7 meses de prisão caso a nova regra seja mantida. Como a condenação prevê regime fechado, a progressão ocorreria após o cumprimento de um sexto da pena. Nesse cenário:

  • Bolsonaro poderia ir ao semiaberto após 3 anos e 3 meses;
  • Como a pena começou a ser cumprida em novembro, restariam cerca de 2 anos e 9 meses para a mudança de regime.


Bastidores no STF e Congresso

Parlamentares que conversaram com ministros do Supremo afirmam que Moraes deve levar o tema rapidamente ao plenário. A tendência, segundo esses relatos, é que o STF confirme a validade da lei para evitar novo desgaste com o Congresso Nacional. O texto foi aprovado por ampla maioria no Legislativo, vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, depois, teve o veto derrubado pelos parlamentares no fim de abril.