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PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro ao STF por coação em processo

Política

PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro ao STF por coação em processo

Paulo Gonet afirma que atuação do ex-parlamentar buscou pressionar autoridades do STF

PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro ao STF por coação em processo

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Por: Metro1 no dia 12 de maio de 2026 às 06:58

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (11), a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. O pedido foi apresentado nas alegações finais enviadas ao STF pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A ação tem relação com o inquérito que investigou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para defender medidas contra o Brasil, como tarifas sobre exportações nacionais e restrições de vistos a integrantes do governo federal e ministros da Corte. A denúncia da PGR foi aceita pelo Supremo em novembro do ano passado.

Nas alegações encaminhadas ao STF, Gonet afirmou que Eduardo Bolsonaro utilizou entrevistas e publicações nas redes sociais para pressionar autoridades responsáveis pelo julgamento da ação sobre a suposta trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a PGR, o objetivo seria favorecer o pai e impedir eventual condenação.

O procurador também sustentou que as ameaças mencionadas no processo tiveram consequências práticas e provocaram impactos econômicos no país. De acordo com o documento, setores produtivos brasileiros foram afetados pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, atingindo trabalhadores ligados às cadeias econômicas envolvidas.

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos. O ex-deputado perdeu o mandato após faltar às sessões da Câmara dos Deputados. Durante o andamento da ação, ele não constituiu defesa particular e passou a ser representado pela Defensoria Pública da União (DPU), que argumentou que suas declarações estariam protegidas pela imunidade parlamentar.