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Cúpula do PL reavalia candidatura de Flávio Bolsonaro após crise com Vorcaro

Política

Cúpula do PL reavalia candidatura de Flávio Bolsonaro após crise com Vorcaro

Partido vê risco de novos desdobramentos e discute alternativas caso cenário se agrave

Cúpula do PL reavalia candidatura de Flávio Bolsonaro após crise com Vorcaro

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Por: Metro1 no dia 20 de maio de 2026 às 13:43

A cúpula do Partido Liberal (PL) estabeleceu um prazo de até 15 dias para reavaliar a viabilidade da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência. A decisão surge do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e ocorre após novas revelações envolvendo a relação do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O caso ganhou força após a divulgação de áudios em que Flávio solicita recursos para o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A produção teria recebido autorização para um repasse de R$ 61 milhões, valor que passou a ser investigado pela Polícia Federal.

Nos últimos dias, o senador admitiu que também se encontrou pessoalmente com Vorcaro, mesmo quando o empresário estava sob restrições judiciais e não podia deixar São Paulo. Segundo Flávio, a visita teve como objetivo “colocar um ponto final” nas tratativas sobre o financiamento do filme.

A nova revelação aumentou a desconfiança entre aliados e reforçou o temor de que surjam outros fatos capazes de comprometer a pré-campanha. Integrantes do partido avaliam que a candidatura pode se tornar inviável caso haja contradições na versão de que a relação com Vorcaro se restringe ao projeto audiovisual.

A crise se soma a outros desgastes recentes, como divergências internas sobre a condução da comunicação da campanha e o distanciamento de parte do Centrão. Além disso, versões contraditórias apresentadas por aliados, como o deputado Mario Frias, ampliaram dúvidas dentro do partido.

Em meio à pressão, Flávio se reuniu com parlamentares do PL em Brasília, pediu desculpas por não ter detalhado antes a relação com o banqueiro e afirmou que “não há mais nada” a ser revelado.