
Política
Deputados cobram CPI do Master; Alcolumbre rejeita pedidos
Existem hoje, ao menos cinco pedidos de abertura de uma CPI para investigar o Caso Master, que envolve fraudes financeiras

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Em mais um desdobramento envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente do senado, senador Alcolumbre (União-AP) rejeitou pedidos e requerimentos de parlamentares cobrando a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master, que envolve fraudes financeiras.
"Requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência. Portanto, o momento da leitura é um ato discricionário da presidência da mesa do Congresso Nacional”, disse Alcolumbre durante sessão do Congresso Nacional, na manhã desta quinta-feira (21).
Nas declarações iniciais, parlamentares de diversos partidos defenderam uma CPMI para apurar o caso do banco de Vorcaro, preso desde março no âmbito da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Existem hoje, ao menos cinco pedidos de abertura de uma CPI para investigar a pauta, sendo um requerimento exclusivo da Câmara, três do Senado e um pedido de CPI mista, modalidade que reúne deputados e senadores.
Tramitam ainda no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitações da oposição e da base para abertura do colegiado. Uma decisão da Corte poderia obrigar o parlamento a criar a comissão.
Relação entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro
O Caso Master ganhou ainda mais destaque nos últimos dias, após uma reportagem do site The Intercept Brasil divulgar um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pede dinheiro ao dono do banco Master para financiar a cinebiografia "Dark Horse", que conta a trajetória de Jair Bolsonaro (PL). Flávio teria negociado R$ 134 milhões com o banqueiro, dos quais pelo menos R$ 61 milhões foram pagos.
Dias depois, o Metrópoles revelou que o pré-candidato à presidência encontrou Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, em 2025. “Fui sim até o encontro dele. Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele. (…) Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investido há muito mais tempo e o filme não correria risco”, afirmou Flávio em pronunciamento à imprensa após reunião com deputados e senadores do PL na última terça-feira (19).
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