Política
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Caso envolve o gabinete do deputado federal Mario Frias e aponta suspeitas de uso da verba pública para pagamentos a familiares e devolução de salários

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Os deputados federais recebem, além do salário mensal de R$ 46,4 mil, uma verba de gabinete de R$ 165,8 mil por mês para custear a contratação de até 25 secretários parlamentares.
Esse valor é destinado exclusivamente ao pagamento de pessoal que atua no apoio aos mandatos em Brasília e nos estados, sem necessidade de concurso público. Os salários dos secretários variam de R$ 1.710 a R$ 25.958.
Além dessa verba, os parlamentares também recebem a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), conhecida como “cotão”, usada para despesas como passagens, combustível e divulgação do mandato.
Segundo informações divulgadas pelo g1, a verba de gabinete foi reajustada em 2026 após a aprovação de aumento salarial para secretários parlamentares, passando de R$ 133,2 mil para R$ 165,8 mil.
A reportagem também revelou que uma ex-funcionária do gabinete do deputado federal Mario Frias teria devolvido parte do salário ao então chefe de gabinete e realizado pagamentos a familiares do parlamentar entre fevereiro de 2023 e março de 2024.
Entre os comprovantes obtidos estão um PIX de R$ 1 mil para a mãe do deputado e o pagamento de uma fatura de cartão de crédito da esposa dele, no valor de R$ 4.832,32.
De acordo com a reportagem, a ex-funcionária também realizou cinco empréstimos consignados, totalizando R$ 174.886. Parte dos valores teria sido repassada ao então chefe de gabinete em datas próximas às operações.
Os extratos bancários mostram transferências sucessivas para o chefe de gabinete, sua ex-esposa e outra parente, somando pelo menos R$ 35,1 mil em movimentações identificadas.
A ex-funcionária afirmou que havia um acordo para devolução de parte do salário e disse que outras pessoas também participavam de práticas semelhantes no gabinete.
Procurada, ela confirmou os repasses e afirmou que as transferências eram feitas com conhecimento do então chefe de gabinete e do parlamentar.
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