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TSE barra ação que tentava impedir lançamento de filme "Dark Horse" sobre Bolsonaro

Política

TSE barra ação que tentava impedir lançamento de filme "Dark Horse" sobre Bolsonaro

Presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, entendeu que deputado do PT que apresentou o pedido não tem legitimidade para questionar suposta propaganda eleitoral ligada à disputa presidencial

TSE barra ação que tentava impedir lançamento de filme "Dark Horse" sobre Bolsonaro

Foto: Divulgação

Por: Metro1 no dia 12 de junho de 2026 às 13:56

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou nesta sexta-feira (12) uma ação que buscava impedir o lançamento do filme "Dark Horse", produção baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O pedido havia sido apresentado pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e por integrantes do Grupo Prerrogativas. Os autores sustentavam que a estreia da obra, prevista para setembro de 2026, poderia favorecer politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República.

A representação também levantava questionamentos sobre o financiamento do longa pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo os autores, haveria indícios de irregularidades na operação e risco de influência indevida no processo eleitoral por meio de investimentos fora da contabilidade de campanha.

Ao analisar o caso, porém, Nunes Marques não avaliou o conteúdo das acusações. A ação foi rejeitada por uma questão processual. De acordo com o ministro, a jurisprudência do TSE exige que quem questiona eventual propaganda eleitoral esteja disputando eleição na mesma circunscrição do candidato supostamente beneficiado.

Como Flávio Bolsonaro é citado como pré-candidato à Presidência, cargo de abrangência nacional, Rogério Correia, que exerce mandato de deputado federal por Minas Gerais e pretende disputar a reeleição, não atenderia ao requisito estabelecido pela Corte.

Na decisão, o magistrado também observou que o advogado Marco Aurélio de Carvalho, outro autor da ação, não apresentou qualquer pretensão de concorrer nas eleições de 2026.