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Em audiência pública, senador do PL pediu que o governo americano não aplique novas tarifas sobre produtos brasileiros

Foto: Divulgação
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, pediu nesta terça-feira (7), durante audiência pública nos Estados Unidos, que o governo norte-americano não aplique novas tarifas sobre produtos brasileiros. O parlamentar discursou em inglês e participou do evento ao lado do irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA.
Durante a fala, Flávio afirmou que o Brasil realizará eleições presidenciais em outubro e defendeu que este não é o momento adequado para a adoção da medida.
"O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis pelas ações em questão", disse.
O senador também classificou este como o "pior momento possível" para a aplicação das tarifas e pediu que os Estados Unidos mantenham a parceria comercial com o Brasil.
"Punir aqueles que já arcaram com as consequências seria o pior momento possível para agir. Respeitosamente, peço a este país: não imponha tarifas ao Brasil. Preserve o sucesso desta parceria, cancele-a e vamos negociar", prosseguiu.
Em outro momento, Flávio afirmou que as tarifas não são a forma adequada de pressionar o Brasil e disse haver "grandes chances" de uma mudança no governo brasileiro em janeiro.
"Acho que vocês estão usando as tarifas (...) para atingir o objetivo que desejam. Se a intenção é pressionar o Brasil, esse não é o jeito correto de fazer isso. Essa não é a forma adequada. Existem instrumentos direcionados que podem ser usados contra indivíduos", justificou.
Críticas a Lula e defesa do PIX
Durante a audiência, o senador também falou sobre corrupção, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu o PIX.
"A corrupção é um dos maiores desafios enfrentados pelo povo brasileiro. Não há discordância quanto a isso. Mas a corrupção tem responsáveis identificáveis. Os quatro maiores escândalos de corrupção da história recente do Brasil — o esquema do Mensalão, o caso revelado pela Operação Lava Jato, a fraude envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na qual o próprio filho do presidente Lula está entre os investigados", frisou.
Ao comentar o sistema de pagamento instantâneo, Flávio atribuiu a criação do PIX ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"O sistema de pagamentos instantâneos do Brasil foi criado durante a administração [Jair] Bolsonaro. O PIX não é o problema; é uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao integrar milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — à economia formal. Além disso, continua beneficiando diretamente empresas americanas", prosseguiu.
Audiência sobre o tarifaço
A audiência pública foi promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para discutir a proposta de novas tarifas sobre produtos brasileiros. A participação era aberta aos interessados mediante inscrição.
Flávio Bolsonaro solicitou espaço para falar por cinco minutos, informou que faria o pronunciamento em inglês e presencialmente e se apresentou como integrante do Senado Federal e pré-candidato à Presidência da República. No pedido encaminhado ao USTR, também relatou ter se reunido com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar dos temas da investigação.
O prazo para que os Estados Unidos decidam se colocarão em prática as tarifas adicionais sobre produtos brasileiros termina em 15 de julho. O governo brasileiro não enviou representantes para falar em nome do Executivo, mas participou da audiência com observadores. Já representantes de áreas técnicas e do setor produtivo apresentaram argumentos durante o primeiro dia do evento.
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