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Aliado dos Bolsonaro, ex-prefeito de Belford Roxo é preso com fuzil em operação da PF no Rio

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Aliado dos Bolsonaro, ex-prefeito de Belford Roxo é preso com fuzil em operação da PF no Rio

Pré-candidato do PL ao Senado pelo Rio de Janeiro, Márcio Canella é um dos principais alvos na sexta fase da Operação Unha e Carne, por suspeita de envolvimento em esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro

Aliado dos Bolsonaro, ex-prefeito de Belford Roxo é preso com fuzil em operação da PF no Rio

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por: Metro1 no dia 07 de julho de 2026 às 15:53

Atualizado: no dia 07 de julho de 2026 às 18:11

O ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, foi preso em flagrante nesta terça-feira (7) por posse ilegal de arma de fogo de calibre restrito durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF).

Segundo a PF, um fuzil calibre .556 foi encontrado no interior do veículo de Canella, que era alvo de um mandado de busca e apreensão. À TV Globo, o ex-prefeito afirmou que a arma não era dele.

Em nota, a Polícia Federal informou que "um dos alvos da operação, investigado como braço político do grupo, foi preso em flagrante pelo crime de possuir ou portar arma de fogo de calibre restrito, após os policiais encontrarem um fuzil .556 no interior de seu veículo".

Canella era um dos investigados na operação, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio. De acordo com a PF, o grupo teria movimentado R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, com participação e anuência de agentes políticos.

Outro alvo da operação foi o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. 

Operação mira esquema bilionário

Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense.

Em um dos endereços, em Niterói, foram apreendidos armas, joias, dinheiro e carros de luxo. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.

As investigações tiveram início a partir de um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou movimentações de R$ 7,6 bilhões em seis anos.

Segundo a Polícia Federal, além de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros crimes que venham a ser identificados ao longo da investigação.

A operação faz parte das determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que determinou à Polícia Federal a apuração de possíveis relações entre agentes públicos e facções criminosas.