
Política
Flávio Bolsonaro critica Lula nos EUA e defende acordo de livre comércio nas Américas
Senador volta a atacar a política externa do presidente brasileiro

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Em viagem aos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anunciou que pretende defender junto ao governo de Donald Trump a criação de uma área de livre comércio envolvendo países do continente americano. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
Ao comentar a atuação do governo brasileiro na política externa, o parlamentar acusou Lula de prejudicar a relação com os Estados Unidos e de estreitar laços com a China. "Vim aos EUA proteger o Brasil das tarifas e também do Lula. Todo mundo tá vendo o vexame que o Lula tá sendo na arena internacional, alguém que a todo momento ataca os Estados Unidos", afirmou. Em seguida, acrescentou: "Ele coloca a ideologia acima dos interesses do povo brasileiro. A todo momento lambe as botas da China e taca pedra nos EUA".
Na terça-feira (7), Flávio participou de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que conduz uma investigação comercial sobre o Brasil. O processo poderá resultar na imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com decisão prevista para ser anunciada até o próximo dia 15.
O senador afirmou que decidiu permanecer em Washington para uma série de reuniões com autoridades norte-americanas. Segundo ele, informações de bastidores indicam que a sobretaxa deve ser recomendada pelo USTR, motivo pelo qual buscou apresentar argumentos técnicos e políticos em defesa do Brasil.
Entre as propostas que pretende discutir está a criação de um acordo de livre comércio inspirado no antigo Nafta, atualmente substituído pelo USMCA, firmado entre Estados Unidos, México e Canadá. Flávio sugeriu que o modelo seja ampliado para incluir outros países do continente.
"A gente pode cortar essa letrinha N e passar a usar o Afta, o Acordo de Livre Comércio das Américas. O Brasil pode sim ser incluído. As nossas economias, EUA e Brasil, são complementares", declarou.
O parlamentar também citou a Argentina como possível integrante da iniciativa. Segundo ele, o país governado por Javier Milei poderia participar das negociações, ampliando a integração econômica regional e fortalecendo o comércio entre as nações americanas.
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