Política
Fachin diz que soberania do Brasil “vai prevalecer” diante de possível uso de força pelos EUA

Presidente nacional do partido elogia atuação da ex-primeira-dama e afirma que pode até extinguir a presidência nacional do segmento feminino

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (8) que o partido não deverá escolher uma nova presidente para o PL Mulher após a saída de Michelle Bolsonaro. Segundo o dirigente, a ex-primeira-dama possui qualidades que, na avaliação dele, não são encontradas em outras integrantes da legenda.
A declaração foi dada após um almoço promovido por frentes parlamentares em Brasília. Durante a conversa com jornalistas, Valdemar destacou a capacidade de comunicação e a popularidade de Michelle ao justificar a dificuldade em encontrar uma substituta.
"Sem querer desmerecer as mulheres do nosso partido, aliás, são muito melhor do que os homens e nós não temos ninguém à altura da Michelle. A Michelle tem um poder muito grande de comunicação, fala bem, tem imagem boa e é dedicada", disse.
Questionado sobre a possibilidade de deputadas do partido, como Bia Kicis (DF) e Júlia Zanatta (SC), assumirem a função, o dirigente afirmou que o PL possui nomes femininos, mas evitou indicar qualquer uma delas. "Nomes nós temos, mas você já imaginou? Se a gente colocar uma, você sabe uma mulher como é que é, né?", respondeu.
Valdemar revelou ainda que estuda uma reestruturação do PL Mulher, com o fim da presidência nacional e a manutenção apenas das coordenações estaduais. Mesmo assim, ressaltou que essa decisão dependerá da posição de Michelle. "Se a Michelle repensar, eu faço o que ela quiser", afirmou.
Michelle Bolsonaro deixou oficialmente o comando do PL Mulher em 30 de junho. Na ocasião, informou que a decisão foi motivada pela necessidade de se dedicar aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de acompanhar a filha do casal.
A saída também ocorreu em meio a um desgaste interno no partido, após um desentendimento público entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), episódio que intensificou as discussões sobre a reorganização da legenda.
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