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Valdemar diz que PL não tem nome para substituir Michelle Bolsonaro no comando do PL Mulher

Política

Valdemar diz que PL não tem nome para substituir Michelle Bolsonaro no comando do PL Mulher

Presidente nacional do partido elogia atuação da ex-primeira-dama e afirma que pode até extinguir a presidência nacional do segmento feminino

Valdemar diz que PL não tem nome para substituir Michelle Bolsonaro no comando do PL Mulher

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 08 de julho de 2026 às 17:52

Atualizado: no dia 08 de julho de 2026 às 18:03

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (8) que o partido não deverá escolher uma nova presidente para o PL Mulher após a saída de Michelle Bolsonaro. Segundo o dirigente, a ex-primeira-dama possui qualidades que, na avaliação dele, não são encontradas em outras integrantes da legenda.

A declaração foi dada após um almoço promovido por frentes parlamentares em Brasília. Durante a conversa com jornalistas, Valdemar destacou a capacidade de comunicação e a popularidade de Michelle ao justificar a dificuldade em encontrar uma substituta.

"Sem querer desmerecer as mulheres do nosso partido, aliás, são muito melhor do que os homens e nós não temos ninguém à altura da Michelle. A Michelle tem um poder muito grande de comunicação, fala bem, tem imagem boa e é dedicada", disse.

Questionado sobre a possibilidade de deputadas do partido, como Bia Kicis (DF) e Júlia Zanatta (SC), assumirem a função, o dirigente afirmou que o PL possui nomes femininos, mas evitou indicar qualquer uma delas. "Nomes nós temos, mas você já imaginou? Se a gente colocar uma, você sabe uma mulher como é que é, né?", respondeu.

Valdemar revelou ainda que estuda uma reestruturação do PL Mulher, com o fim da presidência nacional e a manutenção apenas das coordenações estaduais. Mesmo assim, ressaltou que essa decisão dependerá da posição de Michelle. "Se a Michelle repensar, eu faço o que ela quiser", afirmou.

Michelle Bolsonaro deixou oficialmente o comando do PL Mulher em 30 de junho. Na ocasião, informou que a decisão foi motivada pela necessidade de se dedicar aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de acompanhar a filha do casal.

A saída também ocorreu em meio a um desgaste interno no partido, após um desentendimento público entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), episódio que intensificou as discussões sobre a reorganização da legenda.