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Flávio Bolsonaro recusa segurança da PF para campanha presidencial: "Não confio"

Política

Flávio Bolsonaro recusa segurança da PF para campanha presidencial: "Não confio"

Senador diz não confiar na atual direção da corporação e afirma que manterá apenas a proteção da Polícia Legislativa do Senado

Flávio Bolsonaro recusa segurança da PF para campanha presidencial: "Não confio"

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Por: Metro1 no dia 21 de julho de 2026 às 10:00

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não pretende utilizar a equipe de segurança da Polícia Federal (PF) durante a campanha eleitoral de 2026. A declaração foi publicada nas redes sociais no domingo (19).

Ao justificar a decisão, Flávio disse não confiar na atual direção da corporação, comandada pelo diretor-geral Andrei Passos Rodrigues, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha", escreveu o senador.

Na publicação, Flávio também afirmou que solicitará que os policiais que poderiam atuar em sua segurança sejam direcionados às investigações sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Com a recusa, o parlamentar deve manter apenas a proteção da Polícia Legislativa do Senado durante o período eleitoral.

Como funcionará a segurança dos candidatos

A Polícia Federal iniciou na segunda-feira (20) a operação de segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.

A estrutura prevê até 458 servidores, além de veículos blindados, equipamentos antidrone e kits de vistoria antibomba. O custo estimado da operação é de R$ 95 milhões.

A proteção será disponibilizada após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e mediante solicitação formal das campanhas. Segundo a PF, o planejamento permite atender simultaneamente até dez candidatos, com equipes atuando em todos os estados e acompanhando permanentemente as agendas dos presidenciáveis.