
Política
TSE contradiz Missão e diz que filiação de Flávio Bolsonaro ocorreu com uso indevido de credenciais do partido
Corte contradiz versão da legenda, que diz ter sido vítima de filiação fraudulenta; PL pede desfiliação de Flávio do Missão

Foto: Antonio Augusto/Ascom /TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta quinta-feira (13), que a filiação de Flávio Bolsonaro (PL), candidato do Partido Liberal à Presidência da República, ao Missão tenha sido resultado de um ataque hacker. Segundo a Corte, a filiação ocorreu por meio do uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credenciais do próprio Missão para realizar filiações.
A afirmação contradiz a versão apresentada pelo Missão. Em nota, o partido disse ter sido vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta e afirmou que tentou cancelar o registro no mesmo dia, mas teve o pedido rejeitado pelo TSE. A legenda também declarou que comunicou o gabinete de Flávio Bolsonaro sobre a filiação em 2 de agosto e que os e-mails enviados foram abertos, mas não respondidos.
O Missão afirmou ainda que acionaria a Polícia Federal e o TSE para identificar os responsáveis pela suposta fraude e que disponibilizaria um relatório com logs, e-mails e IPs.
Já o Partido Liberal, legenda de Flávio Bolsonaro, protocolou um pedido de desfiliação do Missão. Segundo o TSE, a solicitação já está sob análise da Justiça Eleitoral.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para a adoção das providências cabíveis e determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária para apurar o caso.
Flávio Bolsonaro aparece como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral e, por isso, enfrenta um impedimento para registrar sua candidatura à Presidência. O prazo para o registro das candidaturas termina às 19h de sábado (15).
Leia a nota do TSE na íntegra:
"O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.
O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise."
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