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Lula diz que irá "vencer" os EUA na narrativa e defende reciprocidade do Brasil

Política

Lula diz que irá "vencer" os EUA na narrativa e defende reciprocidade do Brasil

Em entrevista no Palácio da Alvorada, o presidente afirmou que “com mentiras ninguém ganha do Brasil”

Lula diz que irá "vencer" os EUA na narrativa e defende reciprocidade do Brasil

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Por: Metro1 no dia 14 de agosto de 2026 às 14:14

Atualizado: no dia 14 de agosto de 2026 às 15:29

O presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta sexta-feira (14), que irá “vencer os Estados Unidos na narrativa”, e disse que a taxação imposta pelo presidente Donaldo Trump foi  baseada "em mentiras”. Em entrevista aos podcasts “Não Inviabilize” e “As Cunhãs”, no Palácio da Alvorada, em Brasília, Lula defendeu a nova Lei de Reciprocidade Econômica. 

"O que eu tenho? A verdade. A minha consciência e a verdade do meu povo. Eu já disse, com mentiras ninguém ganha do Brasil. E eu vou vencer os Estados Unidos pela narrativa. Eles taxaram o Brasil com base em mentiras", defendeu o presidente.

Na quinta-feira (13), o governo brasileiro começou a responder às tarifas impostas pelo governo americano. Em vigor desde 2025, a Lei de Reciprocidade Econômica permite que o Brasil reaja a medidas sancionadas por governos ou blocos econômicos que prejudiquem economicamente o país ou que firam a soberania nacional, também por meio da aplicação das mesmas restrições sofridas. 

Segundo Lula (PT), a justificativa para a imposição tarifas ao Brasil pelos Estados Unidos seria de que o governo brasileiro estaria comprando produtos derivados de mão-de-obra escrava e que não estaria combatendo o desmatamento. Ele afirma ter argumentos que comprovam a inveracidade das alegações e que irá defender a posição do Brasil. 

Apesar disso, o presidente disse que busca uma conversa direta com Donald Trump, e que os dois se tratam de forma “muito respeitosa”. Para ele, as “duas maiores democracias do continente” devem manter uma relação institucional.

Lula solicitou ainda que o presidente americano não interfira em questões administrativas internas do Brasil, com as eleições: "Eu nunca me meti nas eleições deles. Por que ele vai se meter aqui?", perguntou. Ainda, o petista afirmou não querer guerra, e que quer “discutir com seriedade”.