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Delegado da PF é alvo de operação que apura venda de informações sigilosas

Política

Delegado da PF é alvo de operação que apura venda de informações sigilosas

Investigação aponta que servidor teria usado acesso a sistemas da corporação para consultar dados de pessoas e procedimentos e repassá-los a investigados; advogados e empresários também são alvos

Delegado da PF é alvo de operação que apura venda de informações sigilosas

Foto: Divulgação/PF

Por: Metro1 no dia 19 de agosto de 2026 às 14:44

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (19), a Operação Sinon para investigar um suposto esquema de corrupção envolvendo o fornecimento indevido de informações sigilosas de investigações policiais em troca de vantagens financeiras.

Um delegado da própria PF está entre os principais alvos. Segundo a corporação, desde 2023, José Navas Júnior teria usado o cargo e o acesso a sistemas internos para realizar consultas direcionadas sobre pessoas e procedimentos que eram alvo de investigações. Os dados, conforme a apuração, seriam repassados aos investigados, permitindo a adoção de medidas para dificultar ou impedir diligências policiais.

De acordo com a PF, os vazamentos teriam beneficiado organizações criminosas envolvidas em crimes como contrabando de cigarros, trabalho escravo, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e desvios de recursos públicos.

Além do delegado, advogados e empresários também são investigados. Ao todo, os agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão em endereços em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens.

As medidas foram autorizadas pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília, no interior de São Paulo.

Medidas contra o delegado

A Justiça determinou ainda medidas cautelares contra José Navas Júnior, incluindo a suspensão do exercício da função pública e a proibição de acesso às dependências, aos sistemas e aos recursos tecnológicos da Polícia Federal.

A investigação apura possíveis crimes de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.

Segundo a Polícia Federal, as diligências continuam para identificar todos os envolvidos, esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados e dimensionar os possíveis prejuízos causados às investigações afetadas.

A defesa do delegado é procurada para se manifestar sobre o caso.