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Ministério Público Eleitoral quer impedir Marçal de fazer campanha em 2026

Política

Ministério Público Eleitoral quer impedir Marçal de fazer campanha em 2026

Órgão afirma que empresário não comprovou filiação ao PRTB dentro do prazo eleitoral

Ministério Público Eleitoral quer impedir Marçal de fazer campanha em 2026

Foto: Renato Pizzutto/Band

Por: Metro1 no dia 20 de agosto de 2026 às 08:31

O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que negue o registro de Pablo Marçal (PRTB) para a disputa pela Presidência da República. O órgão também pediu uma decisão provisória para impedir que o empresário e influenciador faça campanha enquanto o caso é analisado.

O pedido foi apresentado depois que o PRTB registrou oficialmente a candidatura de Marçal neste sábado (15). A solicitação ocorreu após a Justiça Eleitoral autorizar a filiação dele ao partido. O registro, porém, ainda precisa passar pela análise da Justiça Eleitoral.

Um dos argumentos do MPE é que Marçal não teria comprovado que estava filiado ao PRTB dentro do período exigido pela legislação eleitoral. Segundo o órgão, em abril, quando terminou o prazo para a filiação partidária de quem pretende disputar as eleições de outubro, Marçal ainda aparecia como integrante do União Brasil.

Além disso, o empresário continua inelegível até 2032. A punição foi mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em 5 de agosto, após a Corte rejeitar por unanimidade um recurso apresentado pela defesa. A condenação ocorreu por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha de 2024.

O MPE também pediu que, enquanto o TSE não decidir sobre o registro, Marçal seja impedido de receber recursos públicos para a campanha e de participar da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. O órgão sustenta que a candidatura deve ser barrada diante da inelegibilidade e das questões relacionadas à filiação partidária.

Apesar do pedido, enquanto não houver uma decisão do TSE que determine o contrário, Marçal pode realizar atos de campanha, receber recursos e participar do horário eleitoral, caso ele já tenha começado.