
Política
Vice de Marçal é réu por associação criminosa, ameaça e manipulação de sistema público
Leonardo “Avalanche” também é investigado em pelo menos cinco inquéritos da Polícia Federal

Foto: Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB)
Leonardo “Avalanche”, presidente do PRTB e candidato a vice-presidente na chapa de Pablo Marçal, é réu na Justiça de São Paulo por crimes como associação criminosa, ameaça e manipulação de sistema público de informações. O processo tramita em segredo de Justiça por ter origem em uma denúncia de violência política contra mulher. Avalanche também é investigado em pelo menos outros cinco inquéritos da Polícia Federal. As informações foram divulgadas pela coluna de Demétrio Vecchio no Metrópoles.
Segundo o colunista, duas pessoas obtiveram medidas protetivas contra Avalanche, que está proibido de se aproximar delas a menos de 500 metros e de manter contato. Uma testemunha que trabalhava para o político está sob proteção da Polícia Federal após relatar ter presenciado crimes, entre eles o encaminhamento da então vice-presidente do PRTB, Rachel de Carvalho, a um chamado “tribunal do PCC” para que fosse obrigada a renunciar.
Segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), Rachel foi submetida a ameaças e pressões após a dissolução do diretório paulista do PRTB. Em abril de 2024, ela teria sido levada por pessoas ligadas a Avalanche a uma espécie de tribunal do crime, onde estavam integrantes declarados do PCC. A denúncia também relata que, em 12 de março, o político teria ameaçado Rachel de morte caso ela não atendesse às exigências.
O MPE afirma que Avalanche pretendia controlar o PRTB para lançar Pablo Marçal como candidato a prefeito e cobrar propina pela entrega de diretórios municipais. Entre as suspeitas está uma fraude na eleição interna do partido, realizada em 23 de fevereiro de 2024, quando pessoas teriam sido recrutadas para se passar por fundadores da legenda. Outras quatro pessoas relataram à polícia terem participado do esquema e apresentado documentos falsificados.
A denúncia classifica Avalanche como “mentor intelectual e principal beneficiário de toda a empreitada criminosa” e afirma que ele teria coordenado a fraude eleitoral, além de perseguições ao grupo de Rachel. O MPE também aponta a filiação fraudulenta de 77 integrantes do PRTB ao Mobiliza entre 15 e 23 de abril de 2024. Tarcísio Escobar de Almeida, Joaquim Pereira de Paulo Neto e Patrícia Reiter também são réus por associação criminosa, violência política, violência política contra a mulher e constrangimento ilegal.
Pablo Marçal defendeu Avalanche em setembro de 2024 e afirmou que esperava que ele pagasse caso houvesse ligação com as acusações. Joaquim Neto negou ao Metrópoles ter participado da reunião em que Rachel diz ter sido coagida e afirmou que ela teria feito um acordo para receber 10 parcelas de R$ 30 mil para deixar o cargo, das quais três teriam sido pagas. Avalanche não respondeu às tentativas de contato, e Tarcísio não foi localizado pelo portal de notícias.
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