
Política
PT vai contestar decisão do TSE que suspendeu propaganda com "currículo" de Flávio Bolsonaro
Partido afirma que vídeo se baseou em fatos da trajetória pública do senador; Justiça Eleitoral proibiu republicação da peça até julgamento do caso

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou que vai contestar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu uma propaganda da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (31) pelo secretário de Comunicação do partido, Éden Valadares.
Na propaganda, o currículo de Flávio é constituído por:
- funcionário fantasma
- denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha
- homenageou o líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro
- flagrado pela Polícia Federal (PF) pedindo R$ 134 milhões no escândalo do Banco Master
O TSE entendeu que o vídeo “extrapola os limites da crítica política admissível” e que não haveria nenhuma indicação de qualquer “dado concreto, investigação formal ou imputação jurídica que ampare as alegações”.
Em uma publicação nas redes sociais, Valadares alega que a propaganda “limitou-se a expor a trajetória do candidato” e que “não houve imputação de condenação prévia, mas sim o emprego preciso do termo "denunciado" no contexto do seu histórico público”. Ainda durante a publicação, ele diz que a menção a “funcionário fantasma” se baseia no período comprovado que Flávio ocupou um cargo presencial de 40 horas semanais na Câmara dos Deputados, em Brasília, enquanto cursava faculdade e estagiava no Rio de Janeiro, também presencialmente.
Com a suspensão, a republicação da propaganda fica proibida até o julgamento. O pedido de retirada foi feito pelo próprio Flávio Bolsonaro (PL), junto com um pedido de resposta. Segundo o TSE, o senador tem 24 horas para apresentar o texto a ser divulgado. Após a defesa, será emitido o parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral.
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