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Toffoli suspende campanha de Renan Santos

Política

Toffoli suspende campanha de Renan Santos

Decisão cautelar não indefere candidatura do presidenciável, mas dá prazo de 24 horas para esclarecimentos sobre perfis usados na campanha

Toffoli suspende campanha de Renan Santos

Foto: Divulgação/Partido Missão

Por: Metro1 no dia 31 de agosto de 2026 às 14:57

Atualizado: no dia 31 de agosto de 2026 às 15:07

O ministro Dias Toffoli determinou, nesta segunda-feira (31), uma série de restrições à campanha presidencial de Renan Santos (Missão). A decisão cautelar proibe o candidato de fazer propaganda eleitoral na internet, participar de debates e receber novos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A medida, no entanto, não representa, por enquanto, o indeferimento da candidatura de Renan Santos à Presidência da República.

A medida foi tomada após o ministro apontar irregularidades na informação de perfis e endereços eletrônicos utilizados pela candidatura. Segundo Toffoli, Renan Santos e sua chapa deixaram de comunicar tempestivamente à Justiça Eleitoral contas que estariam sendo usadas para propaganda.

Pelas regras eleitorais, os endereços de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens utilizados na campanha devem ser informados à Justiça Eleitoral. Perfis criados posteriormente também precisam ser comunicados, e a propaganda só pode começar após o prazo previsto pela regulamentação.

Na decisão, Toffoli afirmou que os candidatos haviam sido alertados sobre a obrigação e que a utilização dos perfis para campanha dependia da comunicação prévia à Justiça Eleitoral.

“O candidato estava previamente ciente de que deveria informar os endereços e de que somente poderia utilizá-los na campanha após 48 horas de seu registro pelo Tribunal Superior Eleitoral. Violou frontalmente a obrigação. Os benefícios já auferidos são irreversíveis”, afirmou o ministro.

Segundo o magistrado, um dos perfis atribuídos a Renan Santos, com cerca de 2,4 milhões de seguidores, estaria veiculando propaganda eleitoral e aparecendo em recomendações relacionadas a outros candidatos.

Agora, Renan Santos e o partido Missão terão 24 horas para informar quando cada perfil passou a ser utilizado para propaganda eleitoral e esclarecer se existem outras contas usadas pela campanha.

O que Renan está proibido de fazer

Com a decisão, Renan Santos está proibido de realizar propaganda eleitoral pela internet utilizando perfis e endereços que não tenham sido informados no prazo à Justiça Eleitoral. O candidato também não poderá usar novas contas, perfis de terceiros ou outros canais digitais para divulgar a campanha.

A suspensão inclui ainda o recebimento de novos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundão Eleitoral, e impede gastos com recursos que já tenham sido destinados à chapa.

Renan também não poderá participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou outros meios de comunicação enquanto a medida estiver em vigor.

Candidato promete recorrer

A decisão ocorreu depois de Toffoli ter retirado de pauta, no fim de semana, o julgamento do pedido de registro da candidatura de Renan Santos por apontar indícios de irregularidades.

A defesa do partido Missão contesta a decisão e afirma que ela é "nula". Segundo a legenda, não caberia ao relator analisar de ofício supostas irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral durante o processo de registro da candidatura.

O partido nega ter omitido informações e afirma que todas as redes sociais que seriam utilizadas na campanha foram comunicadas à Justiça Eleitoral. De acordo com a defesa, alguns perfis foram informados posteriormente porque só depois passaram a ser destinados à propaganda eleitoral.

Renan Santos também negou irregularidades e criticou a decisão. Em resposta à Jovem Pan, o candidato classificou a medida como “um absurdo”. “É uma decisão de ofício que derruba uma campanha inteira. Um absurdo”, afirmou.

A campanha informou que pretende recorrer da decisão por meio de um mandado de segurança.