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Vorcaro diz ter sofrido tortura psicológica e ameaças na prisão para não delatar PF, afirma colunista

Política

Vorcaro diz ter sofrido tortura psicológica e ameaças na prisão para não delatar PF, afirma colunista

Ex-banqueiro afirmou, em depoimento ao gabinete de André Mendonça, que sofreu intimidações para não revelar fatos envolvendo a Polícia Federal

Vorcaro diz ter sofrido tortura psicológica e ameaças na prisão para não delatar PF, afirma colunista

Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

Por: Metro1 no dia 02 de setembro de 2026 às 14:58

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou ter sofrido tortura psicológica, maus-tratos e ameaças veladas durante a prisão para que não relatasse supostos fatos ligados à Polícia Federal em uma eventual delação premiada. A declaração foi feita em depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

O interrogatório foi conduzido por um juiz auxiliar do gabinete e gravado em vídeo. Segundo a publicação, Vorcaro afirmou acreditar que as supostas intimidações estariam relacionadas à resistência da Polícia Federal em aceitar o acordo de delação que ele tenta firmar desde que foi preso, em março.

Encontro em Londres

O ex-banqueiro chegou a citar o nome do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Interlocutores de Rodrigues no entanto, afirmaram que ele jamais teve qualquer relação com Vorcaro. Segundo as fontes, os dois teriam se encontrado apenas uma vez, de forma casual, durante um seminário jurídico realizado em Londres pelo grupo Voto. O Banco Master patrocinou o evento, embora o patrocínio não fosse divulgado.

Ainda de acordo com agentes, Vorcaro poderia ter procurado diretamente a Procuradoria-Geral da República (PGR) para negociar uma colaboração premiada sem a participação da Polícia Federal.

Depoimento sem a PF

Nesta quarta-feira (2), André Mendonça confirmou que Vorcaro prestou recentemente depoimento com a presença do Ministério Público e sem a participação da PF. Em nota divulgada por sua assessoria, o ministro afirmou que a oitiva ocorreu após um pedido da defesa.

“O depoimento foi realizado por requerimento expresso da defesa do depoente, que relatou estar sofrendo graves intimidações e solicitou ser ouvido com urgência. Trata-se de ato processual regular, conduzido por juiz auxiliar”, informou Mendonça.

Segundo a nota, não foram abordados temas relacionados ao ministro Alexandre de Moraes, que está no centro de uma crise no Supremo após revelações sobre contatos com Vorcaro e discussões relacionadas às investigações envolvendo o Banco Master.