Política
Relação entre Moraes e Vorcaro gera 1,1 milhão de publicações em 24 horas, aponta levantamento

Presidente do Senado diz que tem sido alvo de “agressões” e questiona por que ministro do STF virou o único responsável pela relação com Daniel Vorcaro

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reagiu nesta quarta-feira (2) à pressão de senadores da oposição para que dê andamento aos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em discurso no plenário, Alcolumbre fez uma referência indireta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e à negociação de recursos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
“Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou Alcolumbre. Sem citar nominalmente Flávio Bolsonaro, o presidente do Senado se referiu à negociação do senador para obter US$ 24 milhões, valor que correspondia a mais de R$ 130 milhões, para financiar a produção do filme. Segundo documentos que vieram a público, Flávio participou diretamente das tratativas com Vorcaro.
O valor mencionado por Alcolumbre corresponde ao montante negociado para o projeto, e não necessariamente ao total efetivamente transferido. Documentos analisados no âmbito das investigações apontam que pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, chegaram a ser repassados para o financiamento da produção. O caso também passou a ser investigado pela Polícia Federal.
A menção ao filme ocorreu justamente no momento em que Alcolumbre enfrenta uma ofensiva de parlamentares bolsonaristas para que coloque em tramitação os pedidos de impeachment de Moraes. Apesar das cobranças, Alcolumbre não indicou quando pretende colocar o pedido contra o ministro em discussão no plenário.
Antes de fazer a referência ao financiamento de Dark Horse, Alcolumbre afirmou que vinha sofrendo “muitas agressões” em razão da posição que ocupa no comando do Senado. “Eu vou voltar para a pauta aqui, porque senão eu vou ter que responder muitas agressões que, como presidente do Senado Federal, estou recebendo nos últimos dias”, afirmou.
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