
Política
Em depoimento, Vorcaro diz que delação miraria atual governo e não cita "Dark Horse" nem políticos
Banqueiro afirmou que pretendia relatar casos em que, segundo ele, foram cruzadas “linhas de moralidade” e “linhas de ilicitude”; PGR pediu arquivamento das denúncias por falta de provas

Foto: Reprodução
O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento prestado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a colaboração premiada que pretendia fazer tinha como objetivo denunciar pessoas ligadas ao “núcleo do atual governo”. Segundo ele, as relações foram estabelecidas como forma de se proteger de ataques que dizia sofrer. As informações são do Blog da Camila Bomfim no g1.
“Toda a minha colaboração, ela, no que tange a pessoas, são pessoas do núcleo do atual governo, que eu acabei fazendo relação para me proteger dos ataques que eu estava sofrendo. E aí, nesses momentos, teve uns casos que foram cruzadas linhas de moralidade, linhas de ilicitude, que esses eu pretendia relatar”, declarou. Vorcaro, no entanto, não mencionou no depoimento a possibilidade de relatar relações com outras autoridades políticas ou sua participação no financiamento do filme *Dark Horse*, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nesta quarta-feira (2), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento das denúncias apresentadas pelo ex-dono do Banco Master e afirmou que ele não apresentou provas ou fatos concretos capazes de justificar providências investigativas. No depoimento, Vorcaro também disse ter desistido de seguir com a delação por se sentir ameaçado por pessoas que chamou de “pessoas do poder” e afirmou ter interpretado sua prisão como uma forma de intimidação.
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