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Ex-ministros do STF pedem sessão urgente para apurar crise na Corte; Barroso fica de fora do manifesto

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Ex-ministros do STF pedem sessão urgente para apurar crise na Corte; Barroso fica de fora do manifesto

Manifestação assinada por 13 ministros aposentados pede que Edson Fachin convoque sessão pública para investigar fatos que, segundo o grupo, provocam a “mais aguda crise” da história do tribunal

Ex-ministros do STF pedem sessão urgente para apurar crise na Corte; Barroso fica de fora do manifesto

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

Por: Metro1 no dia 08 de setembro de 2026 às 11:27

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso ficou fora da manifestação assinada por 13 ministros aposentados da Corte que pede ao atual presidente do tribunal, Edson Fachin, a convocação urgente de uma sessão pública para determinar a apuração dos fatos que envolvem integrantes do Supremo.

Divulgada nesta segunda-feira (7), a carta classifica o atual momento como a “mais aguda crise” da história do STF. Os signatários afirmam que os episódios divulgados vêm comprometendo o prestígio e a autoridade da Corte, além da confiança da população e da estabilidade das instituições democráticas.

O texto, no entanto, não cita nominalmente os ministros envolvidos nos fatos que motivaram a manifestação, nem detalha quais episódios devem ser investigados. A carta também não pede o afastamento de integrantes do tribunal.

Pedido por sessão pública

Na manifestação enviada a Fachin, os ex-ministros dizem confiar na condução do atual presidente do Supremo e defendem a convocação urgente do plenário para que os fatos sejam apurados. “Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de V. Exª na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história”, afirmam.

O grupo pede que a investigação seja conduzida com respeito ao devido processo legal e às garantias previstas para a apuração dos fatos.

Segundo os signatários, a divulgação dos episódios tem provocado desgaste à imagem do Supremo e comprometido a confiança social na instituição.

Após a divulgação da manifestação, o ex-ministro Celso de Mello afirmou que o documento não faz referência a casos específicos e mantém “equidistância” em relação aos episódios que têm provocado, segundo ele, perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos ministros da Corte.

Em nova manifestação, Celso afirmou que eventuais condutas ilícitas ou comportamentos eticamente censuráveis não podem lançar sobre o STF “a sombra corrosiva da suspeita”. “Nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público”, escreveu.

Ele também defendeu que os fatos sejam analisados pelo plenário em ambiente público. Segundo Celso de Mello, “quando estão em causa o interesse da sociedade, a moralidade pública e a própria integridade das instituições, não há espaço para sombras, opacidade ou subtração de decisões ao escrutínio dos cidadãos”.

Quem assinou

A manifestação reúne 13 ministros aposentados do Supremo:

  • Néri da Silveira;
  • Francisco Rezek;
  • Sydney Sanches;
  • Celso de Mello;
  • Carlos Velloso;
  • Ilmar Galvão;
  • Nelson Jobim;
  • Ellen Gracie;
  • Cezar Peluso;
  • Ayres Britto;
  • Joaquim Barbosa;
  • Eros Grau;
  • Rosa Weber.