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Tarcísio perde pedido para barrar vídeo de Haddad que cita doação de R$ 2 milhões ligada a Vorcaro

Política

Tarcísio perde pedido para barrar vídeo de Haddad que cita doação de R$ 2 milhões ligada a Vorcaro

Tribunal considerou que a propaganda não apresentou fato sabidamente falso nem ultrapassou os limites da crítica política

Tarcísio perde pedido para barrar vídeo de Haddad que cita doação de R$ 2 milhões ligada a Vorcaro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 09 de setembro de 2026 às 10:41

Atualizado: no dia 09 de setembro de 2026 às 10:45

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou o pedido do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) para retirar do ar uma propaganda de Fernando Haddad (PT) e garantir direito de resposta. A decisão permite a continuidade do vídeo, que cita uma doação de R$ 2 milhões recebida por Tarcísio na campanha de 2022. As informações são da CNN.

A gravação, de 36 segundos, menciona a contribuição feita por Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro afirmou que o valor correspondia a uma propina negociada por Gilberto Kassab (PSD). Tarcísio contestou a associação e pediu a suspensão da peça, além de um minuto para responder no horário eleitoral gratuito.

O governador classificou o conteúdo como "ofensivo e desinformativo" e disse que a propaganda "associa indevidamente a sua campanha eleitoral à prática de crime de corrupção". A defesa de Haddad, por sua vez, sustentou que o vídeo se baseia em reportagem de interesse público e que a doação consta da prestação de contas de Tarcísio à Justiça Eleitoral.

O que decidiu a Justiça

Na decisão, o juiz auxiliar Ronnie Herbert Barros Soares afirmou que a propaganda não apresentou fato sabidamente falso nem ultrapassou os limites da crítica política. "O exame do conjunto fático e probatório demonstra que a mensagem veiculada não criou fato sabidamente inverídico nem extrapolou as balizas do direito de crítica política admitidas no debate democrático", escreveu.

O magistrado também destacou que a divulgação de reportagens de interesse público em campanhas é permitida quando não há distorção grave ou criação de fatos. Segundo ele, a Justiça Eleitoral deve manter "intervenção mínima" no debate político. Com isso, o TRE-SP negou os pedidos de Tarcísio e manteve a propaganda de Haddad.