
Política
STF estuda segurança reforçada para sessão sobre crise nos moldes da trama golpista
Sessão de terça-feira (15) deve ser aberta ao público, mas com controle de acesso semelhante ao adotado nos julgamentos do 8 de Janeiro

Foto: DIvulgação/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) avalia adotar um esquema reforçado de segurança para a sessão extraordinária de terça-feira (15), quando os ministros vão analisar os desdobramentos da crise envolvendo integrantes da própria Corte. A tendência é manter o plenário aberto ao público, mas com controle especial de circulação e acesso. As informações são do jornal O Globo.
O modelo em estudo é semelhante ao adotado nos julgamentos relacionados aos ataques de 8 de Janeiro de 2023, que incluíram credenciamento prévio e medidas especiais de segurança. Os detalhes do esquema ainda estão em definição.
A sessão foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e deverá analisar o relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e referências ao ministro Alexandre de Moraes. A convocação ocorre após questionamentos sobre a forma como o material foi obtido e conduzido.
A sessão faz parte das medidas adotadas por Fachin para administrar a crise interna da Corte. Ele suspendeu procedimentos relacionados a integrantes do STF e revogou a designação de Moraes para conduzir o inquérito das fake news, preservando os atos praticados até então.
Na quinta-feira (10), Fachin também cancelou uma sessão extraordinária do plenário e adiou um pronunciamento que Moraes faria pela manhã. Segundo a reportagem, uma ala do STF avaliou positivamente o adiamento diante da possibilidade de que a manifestação ampliasse a tensão interna.
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