
Política
Havengate ficou quase quatro anos sem atividade antes de receber milhões para ‘Dark Horse’
Fundo criado para um empreendimento imobiliário começou a receber recursos em fevereiro de 2025

Foto: Reprodução
O fundo Havengate, que recebeu US$ 12,33 milhões destinados ao financiamento do filme Dark Horse, passou quase quatro anos sem registrar atividade antes de começar a movimentar os recursos. A informação é da colunista Miriam Leitão, de O Globo. Criado em 2020 para um empreendimento imobiliário, o fundo recebeu seu primeiro depósito em fevereiro de 2025, em uma transferência de US$ 2 milhões ligada a Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master.
O Havengate permaneceu juridicamente ativo, mas “operacionalmente inerte” até 13 de fevereiro de 2025, quando recebeu o primeiro repasse da Entre Investimentos. Ao todo, foram enviados US$ 12,33 milhões ao fundo entre fevereiro e setembro daquele ano, em operações atribuídas a Vorcaro.
Fundo aparece nas investigações
Sediado no Texas, o Havengate é ligado ao advogado Paulo Sérgio Camin Calixto, apontado como próximo de Eduardo Bolsonaro. Segundo a Polícia Federal, Eduardo participou da estruturação da forma como os recursos destinados ao filme seriam administrados nos Estados Unidos.
A PF investiga se o dinheiro transferido ao fundo foi usado exclusivamente na produção de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, ou se teve outras finalidades. Mensagens atribuídas a Eduardo também são analisadas pelos investigadores como parte da apuração.
O empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, confirmou ter feito sete transferências para o Havengate a pedido de Vorcaro. Os repasses ocorreram entre fevereiro e setembro de 2025 e somaram cerca de US$ 12,3 milhões. A investigação faz parte do caso envolvendo o Banco Master e busca esclarecer a origem e o destino dos recursos.
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