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Andrei Rodrigues nega monitoramento ilegal de ministro do STF e defende permanência na PF

Política

Andrei Rodrigues nega monitoramento ilegal de ministro do STF e defende permanência na PF

Diretor-geral afirma que relatórios questionados eram análises de inteligência e foram enviados ao Supremo por determinação de Alexandre de Moraes

Andrei Rodrigues nega monitoramento ilegal de ministro do STF e defende permanência na PF

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 11 de setembro de 2026 às 15:51

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou que a corporação tenha realizado monitoramento ilegal do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em manifestação encaminhada nesta sexta-feira (11) ao presidente da Corte, Edson Fachin, Andrei afirmou que os relatórios citados no caso eram documentos regulares de inteligência e que foram enviados ao Supremo em atendimento a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes.

A manifestação foi apresentada após Fachin estabelecer prazo de 48 horas para que Andrei prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre sua permanência no comando da PF. Na quarta-feira (9), o presidente do STF havia suspendido a decisão de Mendonça que determinava o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

Segundo Andrei, os documentos não foram produzidos a partir de vigilância, coleta clandestina de informações ou qualquer outro procedimento invasivo. A defesa afirma que os relatórios reuniam análises de cenários baseadas em informações e interações institucionais que já eram conhecidas pelos agentes no exercício de suas funções. Para a PF, o conceito de monitoramento pressupõe um acompanhamento direcionado e contínuo de uma pessoa, o que não teria ocorrido no caso.

Relatórios foram enviados por ordem de Moraes

A manifestação também diferencia os relatórios de inteligência de uma investigação criminal. De acordo com Andrei, esse tipo de documento tem como objetivo produzir análises e avaliações de risco, podendo trabalhar com hipóteses e projeções, mas não busca determinar autoria ou materialidade de crimes. A defesa sustenta ainda que a produção desse tipo de conteúdo está prevista entre as atribuições da área de inteligência da Polícia Federal.

Andrei afirmou que o material chegou ao Supremo exclusivamente por determinação judicial no âmbito do inquérito das fake news. Segundo a manifestação, a PF não enviou os documentos espontaneamente e também não foi responsável pela divulgação do conteúdo sigiloso. Para a defesa, o cumprimento da ordem de Moraes reforça que não houve atuação irregular por parte do diretor-geral.

A defesa também contestou o pedido de afastamento apresentado pelo partido Novo. Segundo Andrei, a legenda não teria legitimidade para solicitar diretamente medidas cautelares de natureza penal, como o afastamento de uma autoridade. A manifestação cita que o Código de Processo Penal permite a comunicação de possíveis infrações, mas estabelece que medidas cautelares durante uma investigação dependem de representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público.