
Política
Defesa de Flávio Bolsonaro fez 4 pedidos para tirar 'Dark Horse' de Dino e levar caso a Mendonça
Defesa do candidato à Presidência fez quatro pedidos ao STF para que ministro responsável pelo caso Master assumisse as apurações sobre o filme

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, tentou ao menos quatro vezes transferir para o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a investigação sobre o suposto uso de emendas parlamentares no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Atualmente, essa apuração é conduzida pelo ministro Flávio Dino.
Os pedidos foram apresentados entre 3 e 28 de julho ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, e ao próprio Flávio Dino. A defesa sustentou que Mendonça deveria concentrar as investigações relacionadas ao filme por já ser responsável por outro inquérito envolvendo a produção, desta vez no âmbito do caso Banco Master.
A ofensiva começou depois que Dino autorizou a Polícia Federal a investigar o repasse de emendas parlamentares para empresas ligadas à produção de Dark Horse. Na quinta-feira (10), o ministro autorizou uma operação contra 29 alvos relacionados à apuração. A investigação busca esclarecer se recursos públicos destinados a projetos sociais foram desviados para bancar a cinebiografia.
Em uma das manifestações encaminhadas ao STF, os advogados de Flávio Bolsonaro afirmaram que Mendonça já relatava outras duas petições relacionadas ao caso e, por isso, deveria ficar responsável pelas demais investigações. A defesa alegou que o encaminhamento de novos processos para Dino teria criado uma prevenção que não existiria.
Dois inquéritos investigam o filme
As investigações conduzidas por Dino e Mendonça tratam de suspeitas diferentes, embora tenham como ponto em comum o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro.
No caso relatado por Dino, a Polícia Federal apura se houve desvio ou uso irregular de emendas parlamentares. A suspeita é de que verbas destinadas à execução de projetos sociais tenham sido direcionadas, por meio do Instituto Conhecer Brasil (ICB), para custear a produção do filme.
A investigação de Mendonça, por outro lado, está relacionada a recursos que teriam sido repassados pelo empresário Daniel Vorcaro para financiar Dark Horse. Nesse inquérito, os investigadores apuram a possibilidade de crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados ao financiamento da produção.
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