
Política
Caso Dark Horse: Polícia Científica recusou perícia em aparelhos apreendidos por falhas nos lacres
Celulares, notebooks e pen-drives entregues pela Polícia Civil tinham aberturas que permitiam a passagem de cabos ou a retirada dos dispositivos, comprometendo a cadeia de custódia

Foto: Reprodução
A Polícia Científica de São Paulo recusou realizar a perícia técnica em celulares e notebooks apreendidos na primeira operação policial contra a produtora Karina Gama. Os equipamentos foram entregues pela Polícia Civil com lacres que deixavam espaço suficiente para a passagem de cabos USB. As informações são da coluna de Demétrio Vecchioli no Metrópoles.
Segundo o Instituto de Criminalística, embora os aparelhos estivessem dentro de sacos plásticos lacrados, as embalagens não impediam a manipulação dos equipamentos antes da perícia. A perita criminal Viviane Fleitas Menezes afirmou que os 13 sacos permitiam a entrada de cabos de alimentação e transferência de dados.
A mesma falha foi identificada em quatro sacos que armazenavam pen-drives. De acordo com o documento, havia espaço suficiente para retirar os dispositivos das embalagens, comprometendo a proteção do material apreendido.
Os objetos foram apreendidos em 1º de junho, mas só chegaram à perícia dois dias depois. Em 8 de junho, retornaram à Polícia Civil, que reconheceu a necessidade de substituir as embalagens e aplicar novos lacres para preservar a cadeia de custódia. A medida busca garantir a integridade das provas e evitar questionamentos sobre sua validade no processo.
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