
Política
Mendonça mantém sob sigilo quebras de dados de mais de 30 alvos do caso Master
Entre os alvos estão empresas ligadas a Daniel Vorcaro e negócios investigados pela Polícia Federal

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mantém restritos os dados de quebras de sigilo bancário e fiscal de mais de 30 pessoas e empresas investigadas no caso Banco Master, incluindo negócios ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo é mais amplo que as informações financeiras do banco reunidas em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), cujo acesso foi solicitado por Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal pediu, em março, que Mendonça liberasse partes ocultadas do documento do Coaf e, oito dias depois, solicitou a quebra dos sigilos dos mesmos investigados. A segunda solicitação foi autorizada e, por ser mais abrangente, o ministro considerou que o primeiro pedido perdeu a finalidade.
Entre os alvos estão a Super Empreendimentos, investigada por supostos pagamentos de Vorcaro a uma milícia privada e a agentes públicos, e a Moriah Asset, ligada a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro do empresário. Segundo a Folha, Zettel também administrava a Igreja da Lagoinha, que registrou movimentação considerada atípica de R$ 57 milhões em período analisado pelo Coaf.
Moraes afirmou a Edson Fachin que os dados do Coaf possuem informações importantes para a sessão desta terça-feira (15). A PGR concordou com a divulgação do material. Fachin assumiu a relatoria do caso envolvendo Moraes e Vorcaro e determinou que os processos do Banco Master fossem enviados ao seu gabinete, mas manteve sob sigilo os procedimentos que ainda possuem diligências em andamento.
No caso das quebras de sigilo, a PF ainda não apresentou a análise das movimentações financeiras. Por isso, a equipe de Mendonça entende que o conteúdo deve continuar restrito.
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