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Polícia faz busca, mas não encontra produtora de “Dark Horse” em endereço com 200 empresas cadastradas

Política

Polícia faz busca, mas não encontra produtora de “Dark Horse” em endereço com 200 empresas cadastradas

Investigação apura contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo

Polícia faz busca, mas não encontra produtora de “Dark Horse” em endereço com 200 empresas cadastradas

Foto: Divulgação

Por: Metro1 no dia 14 de setembro de 2026 às 13:05

A Polícia Civil de São Paulo fez uma busca no endereço indicado como sede do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e das empresas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, mas não encontrou nenhuma delas no local. A diligência ocorreu em 1º de junho, na Avenida Paulista, durante investigação sobre um contrato de R$ 108 milhões entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo para o programa WiFi Livre SP.

Endereço não tinha as empresas

O endereço também aparecia como sede da Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, e da GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural, todas ligadas à investigada Karina Ferreira da Gama. No local, porém, os policiais encontraram um coworking com cerca de 200 empresas cadastradas. Segundo uma funcionária, o contrato do espaço com o ICB havia sido cancelado, enquanto a Go Up e a GO7 aparentemente nem eram clientes. Nenhum documento das empresas foi localizado.

A operação buscava computadores, celulares, contratos, notas fiscais, registros contábeis e outros materiais que pudessem esclarecer a movimentação financeira e a execução do contrato. O relatório, porém, não registra apreensões no endereço. A investigação apura se parte dos recursos públicos do programa municipal foi desviada para financiar a produção de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O que diz a defesa

Em nota à imprensa, a defesa de Karina afirmou que considera positiva a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de retirar o sigilo da investigação. O advogado Ricardo Sayeg disse que ela nega qualquer irregularidade, já entregou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentos e continuará colaborando com as autoridades. A defesa não comentou o fato de as empresas não terem sido encontradas no endereço indicado.