Terça-feira, 15 de setembro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Política

/

Gilmar chama afastamento do chefe da PF de ‘vexame’ e critica rapidez de votos no STF

Política

Gilmar chama afastamento do chefe da PF de ‘vexame’ e critica rapidez de votos no STF

Ministro relembrou julgamento sobre o afastamento de Andrei Rodrigues e questionou a velocidade com que Kassio Nunes Marques e Luiz Fux apresentaram seus votos

Gilmar chama afastamento do chefe da PF de ‘vexame’ e critica rapidez de votos no STF

Foto: Carlos Moura/SCO/STF.

Por: Metro1 no dia 15 de setembro de 2026 às 12:32

Durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), o ministro Gilmar Mendes retomou o episódio envolvendo o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para criticar a condução de decisões consideradas graves dentro da Corte.

Gilmar contou que atuava como revisor no julgamento que analisava o afastamento do chefe da PF. Segundo ele, o caso foi colocado em julgamento às 10h e, às 10h01, ele pediu vista. Antes disso, porém, Kassio Nunes Marques já havia apresentado seu voto. Poucos minutos depois, Luiz Fux também havia votado.

“Salvo engano, às 10h04 o ministro Cássio já tinha votado. Eram 22 páginas de fundamentação. Às 10h06 o ministro Fux já tinha votado”, relatou.

O ministro afirmou que, pela experiência acumulada na magistratura, percebeu que havia risco de o julgamento produzir uma decisão de grande impacto institucional sem uma análise mais cuidadosa.

“Qualquer cidadão que tenha o mínimo de noção do que significa a Polícia Federal, que é um órgão armado, submetido à hierarquia, não faria afastamento de um Diretor-Geral da Polícia”, disse.

‘Vexame’ para a Polícia Federal

Ao dimensionar a importância do cargo, Gilmar comparou o afastamento do diretor-geral da PF à retirada do comando de outras instituições estratégicas.

“É como afastar o diretor... o presidente da NASA. Ou tirar o comandante do Exército. Não se faz!”, afirmou.

Em seguida, o ministro criticou o impacto institucional que, na avaliação dele, uma decisão desse tipo poderia provocar.

“Porque de fato submeter uma instituição, que já vive todos os problemas que tem, a este tipo de vexame é de uma falta de noção, de uma gravidade que eu jamais vi”, declarou.

Após a crítica, Gilmar encerrou o comentário sobre o episódio e retomou a discussão em plenário: “Mas vamos prosseguir, vamos prosseguir.”