
Política
Fux diz que ‘PF paralela’ monitorava ministros e atuava contra o STF
Ministro afirmou que Polícia Federal tem o respeito da Corte quando atua dentro de suas funções, mas não pode ser usada para “prejudicar o Poder Judiciário”

Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Luiz Fux afirmou, durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), que houve atuação de uma “PF paralela” com monitoramento de ministros da Corte. A declaração ocorreu durante a discussão sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e a atuação da corporação em episódios que envolveram o Supremo.
“PF paralela com monitoramento de ministros, não pense que Vossa Excelência está salvo, não, ministro Gilmar”, afirmou Fux.
Na sequência, o ministro fez uma ressalva sobre a atuação institucional da Polícia Federal. Segundo ele, a corporação tem o respeito do Judiciário quando cumpre suas atribuições e atua em colaboração com a Justiça.
“A Polícia Federal tem o nosso maior respeito quando ela age dentro das suas funções e ela auxilia o Poder Judiciário, e não prejudica o Poder Judiciário”, declarou.
Fux afirmou ainda que a Segunda Turma identificou “uma série de desvios de finalidade” na atuação do diretor-geral da PF. Segundo o ministro, essa avaliação consta da fundamentação apresentada no julgamento que analisou o afastamento de Andrei Rodrigues.
“Eu sou juiz há 50 anos, a Justiça Federal sempre trabalhou em prol do Poder Judiciário. O que não pode é a Polícia Federal trabalhar contra o Poder Judiciário”, disse.
O ministro também acusou a corporação de ter sido utilizada para sustentar posições contrárias ao Supremo e citou o envio de um documento que classificou como “apócrifo” como exemplo dos supostos desvios.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

