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Dino diz que corrupção no Judiciário se multiplicou e cobra tratamento igual para casos semelhantes

Política

Dino diz que corrupção no Judiciário se multiplicou e cobra tratamento igual para casos semelhantes

Ministro afirmou que há “dezenas, centenas de casos gravíssimos” envolvendo integrantes do Judiciário, Ministério Público e advocacia

Dino diz que corrupção no Judiciário se multiplicou e cobra tratamento igual para casos semelhantes

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Por: Metro1 no dia 15 de setembro de 2026 às 15:58

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta terça-feira (15) a corrupção no Poder Judiciário durante a discussão sobre a condução de processos relacionados ao caso Banco Master. Ao defender que situações semelhantes recebam o mesmo tratamento, Dino afirmou que o número de casos envolvendo irregularidades no Judiciário aumentou nas últimas décadas.

“Os corruptos do Poder Judiciário eram conhecidos pelo nome. Hoje, mesmo que junte todos aqui, as mãos de todos que aqui estamos nesse Plenário, não vai caber”, afirmou.

A declaração ocorreu durante uma questão de ordem apresentada por Dino sobre a necessidade de haver critérios uniformes para a abertura e condução de processos. Segundo o ministro, a Corte não pode adotar tratamentos diferentes para situações que considera equivalentes.

“Nós não vamos ter dois pesos e duas medidas. Nós vamos ter 5, 20, 10 pesos e dez medidas? Para situações rigorosamente iguais? Situações rigorosamente iguais. Em que, portanto, o procedimento deve ser o mesmo”, declarou.

Dino afirmou ainda que existem atualmente “dezenas, centenas de casos gravíssimos” no Judiciário e disse que o problema também atinge outras áreas do sistema de Justiça.

“Vossa Excelência sabe disso no CNJ, no Conselho Nacional de Justiça. São dezenas, centenas de casos gravíssimos. Gravíssimos. Em todas as funções essenciais à administração da Justiça, para ser justo. Também no Ministério Público, também na advocacia.”

Ao justificar a crítica, Dino lembrou que ingressou na magistratura em 1994, por concurso público, e comparou o cenário atual com o que encontrou no início da carreira.

“Eu ingressei na magistratura por concurso público em 1994. Os corruptos do Poder Judiciário eram conhecidos pelo nome e cabiam nos dedos da mão. Hoje, mesmo que junte aqui as mãos de todos que aqui estamos nesse plenário, não vai caber”, afirmou.

A fala ocorreu em meio à discussão entre os ministros sobre os procedimentos relacionados ao caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.