
Política
Gilmar defende Gonet após mensagens de Vorcaro e diz que procurador teve “honra injustamente manchada”
Ministro também criticou a conduta do colega, André Mendonça, e afirmou que ele tem intenção de "lucrar politicamente com o episódio"

Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou uma manifestação nas redes sociais em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, citado em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
Gilmar afirmou que Gonet tem uma trajetória pública reconhecida e que sua reputação não deveria ser colocada em dúvida por causa das mensagens. "Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele", afirma Gilmar Mendes.
Segundo o ministro, a divulgação das conversas prejudicou a imagem do procurador, mesmo sem apresentar conteúdo que apontasse para uma conduta ilícita. "Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário", prosseguiu.
Críticas a Mendonça
Na publicação, Gilmar voltou a criticar o ministro André Mendonça e afirmou que houve uma tentativa de "lucrar politicamente" com o episódio. O ministro também classificou a divulgação das informações como um "vazamento seletivo".
"Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor?", questionou. Gilmar também criticou a publicação de um vídeo por Mendonça nas redes sociais, no qual o ministro agradeceu manifestações de apoio recebidas após o episódio.
"A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral", disse.
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