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PGR dá aval para exames médicos do pai de Vorcaro fora da prisão

Política

PGR dá aval para exames médicos do pai de Vorcaro fora da prisão

Henrique Vorcaro relatou sintomas de possível crise de diverticulite; autorização ainda depende de decisão do ministro André Mendonça

PGR dá aval para exames médicos do pai de Vorcaro fora da prisão

Foto: Reprodução

Por: Metro1 no dia 18 de setembro de 2026 às 15:32

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente à realização de exames médicos fora da unidade prisional por Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master.

O parecer foi enviado nesta sexta-feira (18) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. A PGR defendeu que os procedimentos solicitados pela defesa sejam autorizados, mas a decisão final cabe ao magistrado.

De acordo com os advogados, Henrique Vorcaro apresentou sintomas de uma possível crise de diverticulite e chegou a procurar atendimento em uma unidade de pronto atendimento próxima ao presídio onde está detido.

A defesa solicitou que ele seja atendido pelo coloproctologista Fábio Lopes Queiroz e realize exames complementares indicados pelo especialista. No parecer assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, a Procuradoria concluiu pelo deferimento do pedido.

A solicitação ocorre dois dias depois de a defesa pedir ao STF a revogação da prisão preventiva de Henrique. Na petição apresentada na quarta-feira (16), os advogados afirmaram que ele está preso há mais de 90 dias sem que recursos apresentados contra a medida tenham sido analisados pelo Supremo.

Henrique Vorcaro foi preso em maio, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo uma fonte da Polícia Federal, ele é suspeito de integrar o chamado “núcleo violento” do grupo criminoso associado a Daniel Vorcaro.

PGR se manifesta contra soltura de outro investigado

No mesmo parecer, a PGR se posicionou contra a revogação da prisão preventiva de Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, investigado na Operação Compliance Zero.

De acordo com a Polícia Federal, Rodrigo faria parte do grupo chamado “Os Meninos”, um dos núcleos investigados na operação. A corporação aponta que o grupo atuava com ataques cibernéticos, invasões telemáticas e monitoramento ilegal.

Na decisão que autorizou a operação, Rodrigo é citado como colaborador de David Henrique Alves, apontado como líder operacional do grupo. Segundo o documento, ele teria realizado tarefas como pagamento de boletos e compra de domínios de internet.

A defesa pediu a liberdade alegando que Rodrigo está preso há mais de 90 dias sem denúncia e que ele não ocupava posição de comando na organização investigada. Os advogados também afirmaram que não haveria risco de retomada das atividades atribuídas a ele e defenderam a aplicação de medidas cautelares no lugar da prisão.

A PGR discordou. Para o órgão, continuam presentes elementos de materialidade e autoria que justificam a prisão preventiva. A Procuradoria também afirmou que ainda existem diligências em andamento e que permanecem válidos os fundamentos utilizados para determinar a prisão.

O parecer cita ainda risco de reiteração criminosa e de fuga. Ao recuperar trechos da decisão que determinou a prisão, a PGR afirma que Rodrigo teria exercido funções técnicas e logísticas para o núcleo “Os Meninos”, incluindo atividades relacionadas à estrutura digital do grupo.