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Milton Leite tem prisão mantida pela Justiça em investigação sobre esquema ligado ao PCC

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Milton Leite tem prisão mantida pela Justiça em investigação sobre esquema ligado ao PCC

Decisão mantém prisão temporária por 30 dias enquanto Polícia Civil e Ministério Público investigam suposta ligação com esquema envolvendo empresas de transporte

Milton Leite tem prisão mantida pela Justiça em investigação sobre esquema ligado ao PCC

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por: Metro1 no dia 19 de setembro de 2026 às 16:00

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) continuará preso após passar por audiência de custódia neste sábado (19), em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Depois da audiência, ele foi levado a um hospital para avaliação médica após relatar sintomas de pressão alta pela manhã. A prisão temporária é de 30 dias e foi determinada pela 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.

"Não foram identificadas irregularidades no cumprimento e ele segue preso", informou o Tribunal de Justiça de São Paulo. Milton havia passado a noite na cadeia pública de Mogi das Cruzes antes da audiência e, segundo infromações da Folha de S. Paulo, reclamou de sintomas de pressão alta pela manhã. Após a sessão, ele foi encaminhado para atendimento médico, mas não há informação sobre um diagnóstico.

Suspeita de ligação com esquema

Leite é investigado por suspeita de participação em um esquema que teria permitido a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) entrar na administração de empresas de ônibus que atuam no transporte municipal de São Paulo. A investigação é conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público e faz parte da Operação Vectura Corrupta.

O ex-vereador afirma ser "inocente de todas as acusações" e diz que terá "oportunidade de provar tudo". Seu advogado, Aloísio Lacerda Medeiros, declarou que ele "não tem nada a ver com a história". Milton havia sido considerado foragido depois de não ser encontrado em casa na quinta-feira (17), quando a polícia cumpriu o mandado. Ele se apresentou em uma delegacia na tarde de sexta-feira (18).

Ainda conforme a Folha, o pedido de prisão cita duas situações em que o nome de Milton foi mencionado por terceiros. Uma delas envolve um áudio encontrado em um celular apreendido. A outra está relacionada a depoimentos de policiais à Corregedoria da Polícia Militar. As representações que embasaram a prisão não apontam pagamentos ou vínculos societários de Milton com as empresas ou pessoas investigadas.