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Defesa de Milton Leite apresenta habeas corpus ao STJ para reverter prisão

Política

Defesa de Milton Leite apresenta habeas corpus ao STJ para reverter prisão

Advogados afirmam que decisão se baseou principalmente em citações feitas por terceiros

Defesa de Milton Leite apresenta habeas corpus ao STJ para reverter prisão

Foto: Afonso Braga/Câmara Municipal de SP

Por: Metro1 no dia 21 de setembro de 2026 às 13:25

A defesa do ex-vereador Milton Leite (União) pediu nesta segunda-feira (21) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a revogação da prisão temporária determinada pela Justiça de São Paulo. O pedido foi apresentado por meio de um habeas corpus e também questiona a decisão que levou à prisão do político. As informações são da Folha de S.Paulo.

Os advogados alegam que a prisão não poderia ter sido determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) depois que a primeira instância havia rejeitado o pedido por considerá-lo genérico. Segundo a defesa, não havia previsão legal para que o Ministério Público recorresse da decisão dessa forma.

Defesa questiona provas

No habeas corpus, os advogados também contestam os elementos usados para justificar a prisão. Eles afirmam que o caso se apoia principalmente em menções feitas por terceiros e que não foram apresentados, nas representações da polícia e da Promotoria, pagamentos ou vínculos societários que comprovem a relação de Milton com as empresas ou pessoas investigadas.

Milton foi preso na sexta-feira (18), na Operação Vectura Corrupta, que apura a suspeita de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo de São Paulo, além de possíveis casos de corrupção e financiamento ilegal de campanhas. A Polícia Civil afirma haver indícios de que o ex-vereador seria o dono de fato da Transwolff, suspeita de ligação com a lavagem de dinheiro da facção. Milton nega as acusações.

A defesa pede ao STJ uma decisão provisória para libertar Milton e, no julgamento do caso, a anulação da decisão do TJ-SP que determinou a prisão. A Operação Vectura Corrupta teve 16 alvos de prisão e autorizou buscas em 18 endereços de cidades paulistas. A investigação também apura possíveis relações do crime organizado com empresas de ônibus, servidores públicos e financiamento de campanhas.