
Política
Ex-sócio da Naskar é preso novamente após descumprir medida judicial
Volpato e outros dois ex-sócios ficaram presos por cerca de um mês antes de serem liberados em setembro

Foto: Reprodução
José Maurício Volpato, ex-sócio da Naskar Gestão de Ativos, foi preso novamente pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira (24), em São Paulo. Ele é investigado no caso envolvendo o desaparecimento de cerca de R$ 900 milhões de mais de 3 mil clientes da empresa. As informações são do Metrópoles.
Volpato havia sido solto no início de setembro, após a Justiça do Distrito Federal revogar a prisão preventiva dele e dos ex-sócios Marcelo Liranco Arantes e Rogério Vieira. A nova prisão ocorreu após Volpato descumprir uma das medidas determinadas pela Justiça para que pudesse responder ao processo em liberdade. O caso já havia sido destaque como capa do Jornal Metropole em junho, quando a reportagem revelou as promessas de altos rendimentos, a interrupção dos pagamentos e o desaparecimento da empresa dos canais de atendimento.
Motivo da nova prisão
Segundo a reportagem, Volpato teria tentado movimentar uma conta bancária apesar das restrições impostas pela Justiça. Entre as medidas estabelecidas estava a proibição de exercer atividades empresariais e financeiras relacionadas aos fatos investigados. A Justiça também manteve bloqueios e restrições sobre bens dos investigados.
A decisão que permitiu a liberdade, em 3 de setembro, estabeleceu ainda que os envolvidos não poderiam manter contato com vítimas, testemunhas ou outras pessoas ligadas ao caso. Eles também estavam proibidos de acessar empresas relacionadas à investigação ou deixar a comarca sem autorização judicial, além de terem de cumprir recolhimento domiciliar durante a noite e nos dias de folga.
Investigação da Naskar
A Naskar Gestão de Ativos manteve sede no Distrito Federal e depois passou a operar em São Paulo. A empresa captava dinheiro de clientes com a promessa de rendimento de 2% ao mês. De acordo com a investigação, a operação durou cerca de 13 anos, até que os pagamentos deixaram de ser feitos em maio.
Mais de 3 mil investidores teriam sido prejudicados, com perdas estimadas em aproximadamente R$ 900 milhões. Volpato, Arantes e Vieira chegaram a ficar presos por cerca de um mês antes da decisão que determinou a soltura. Na ocasião, o juiz considerou que a investigação havia sido encerrada formalmente em 28 de agosto e que materiais relevantes já estavam apreendidos. A liberdade, porém, ficou condicionada ao cumprimento das medidas cautelares.
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