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Fachin diz que investigação contra ministros do STF no caso Master depende de aval do plenário

Política

Fachin diz que investigação contra ministros do STF no caso Master depende de aval do plenário

Presidente da Corte orientou a Polícia Federal a encaminhar todas as menções a magistrados encontradas na investigação, com seus respectivos contextos e sem juízos de valor

Fachin diz que investigação contra ministros do STF no caso Master depende de aval do plenário

Foto: Gustavo Moreno/STF

Por: Metro1 no dia 14 de outubro de 2026 às 10:50

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que a realização de atos de investigação contra ministros da Corte no caso Master depende de autorização do plenário. A declaração foi feita nesta terça-feira (13), após reunião com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

Em nota, Fachin ressaltou que a autoridade policial deve encaminhar ao Supremo todas as menções a ministros identificadas durante a apuração, acompanhadas do contexto em que aparecem e em caráter descritivo.

“O Presidente esclareceu que a eventual realização de atos de investigação de Ministro depende de autorização do Plenário da Corte, observadas as disposições constitucionais, legais e regimentais aplicáveis”, diz o comunicado.

A reunião foi solicitada pela própria Polícia Federal e também tratou do andamento das investigações relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Banco Master. Sobre esses casos, a Presidência do STF informou que aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para definir os próximos encaminhamentos e analisar pedidos pendentes.

Menções a ministros no caso Master

A crise envolvendo o Banco Master e integrantes do STF ganhou força após a divulgação de informações sobre contratos, negócios e mensagens que citam ministros ou familiares de magistrados.

Entre os episódios estão a contratação do escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes pelo Banco Master, as relações comerciais envolvendo fundos ligados ao banco e negócios relacionados à família do ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso.

Também foram divulgadas informações sobre possíveis vínculos envolvendo familiares dos ministros Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes, além de fatos relacionados ao ministro André Mendonça. As situações envolvem circunstâncias distintas e não representam, por si só, comprovação de irregularidades.

Os ministros e familiares citados negam irregularidades ou envolvimento ilícito com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Segurança e inquérito das fake news

Segundo a nota do STF, Fachin e Andrei Rodrigues também discutiram medidas de segurança institucional diante de ameaças dirigidas a ministros da Corte.

O presidente do Supremo pediu celeridade à Polícia Federal na análise de diligências pendentes e na conclusão do inquérito das fake news. A corporação informou que avaliará as medidas ainda em andamento.