
Política
Fachin diz que investigação contra ministros do STF no caso Master depende de aval do plenário
Presidente da Corte orientou a Polícia Federal a encaminhar todas as menções a magistrados encontradas na investigação, com seus respectivos contextos e sem juízos de valor

Foto: Gustavo Moreno/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que a realização de atos de investigação contra ministros da Corte no caso Master depende de autorização do plenário. A declaração foi feita nesta terça-feira (13), após reunião com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
Em nota, Fachin ressaltou que a autoridade policial deve encaminhar ao Supremo todas as menções a ministros identificadas durante a apuração, acompanhadas do contexto em que aparecem e em caráter descritivo.
“O Presidente esclareceu que a eventual realização de atos de investigação de Ministro depende de autorização do Plenário da Corte, observadas as disposições constitucionais, legais e regimentais aplicáveis”, diz o comunicado.
A reunião foi solicitada pela própria Polícia Federal e também tratou do andamento das investigações relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Banco Master. Sobre esses casos, a Presidência do STF informou que aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para definir os próximos encaminhamentos e analisar pedidos pendentes.
Menções a ministros no caso Master
A crise envolvendo o Banco Master e integrantes do STF ganhou força após a divulgação de informações sobre contratos, negócios e mensagens que citam ministros ou familiares de magistrados.
Entre os episódios estão a contratação do escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes pelo Banco Master, as relações comerciais envolvendo fundos ligados ao banco e negócios relacionados à família do ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso.
Também foram divulgadas informações sobre possíveis vínculos envolvendo familiares dos ministros Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes, além de fatos relacionados ao ministro André Mendonça. As situações envolvem circunstâncias distintas e não representam, por si só, comprovação de irregularidades.
Os ministros e familiares citados negam irregularidades ou envolvimento ilícito com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segurança e inquérito das fake news
Segundo a nota do STF, Fachin e Andrei Rodrigues também discutiram medidas de segurança institucional diante de ameaças dirigidas a ministros da Corte.
O presidente do Supremo pediu celeridade à Polícia Federal na análise de diligências pendentes e na conclusão do inquérito das fake news. A corporação informou que avaliará as medidas ainda em andamento.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

