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Lula sanciona lei que cria programa com perdão de dívidas para MEIs

Política

Lula sanciona lei que cria programa com perdão de dívidas para MEIs

Prospera MEI prevê descontos em débitos bancários e aumento do teto de faturamento

Lula sanciona lei que cria programa com perdão de dívidas para MEIs

Foto: Ricardo Stuckert/Flickr

Por: Metro1 no dia 21 de outubro de 2026 às 08:11

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sanciona nesta quarta-feira (21) a lei que institui o Prospera MEI, programa destinado a ampliar o acesso a recursos financeiros e oferecer benefícios aos microempreendedores individuais. A iniciativa pode alcançar mais de 17,6 milhões de trabalhadores, dos quais 7,8 milhões são mulheres, segundo o governo federal.

A proposta foi enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional e aprovada pelos parlamentares no dia 15 de outubro. Lula antecipou a sanção na terça-feira (20), durante entrevista em São Luís (MA).

Entre as medidas previstas estão o perdão de dívidas dos MEIs com a União, descontos de até 90% em débitos com bancos e a elevação gradual do limite anual de faturamento para R$ 140 mil até 2028. O texto também permite que cada empreendedor contrate até dois funcionários e prevê incentivos de até R$ 5 mil para investimentos na estrutura dos negócios.

O programa ainda estabelece uma plataforma para aproximar pequenos empreendimentos das compras públicas e elimina a obrigatoriedade de emissão de nota fiscal nas vendas de produtos e na prestação de serviços para pessoas físicas.

A estimativa do governo é de que a renúncia de receitas provocada pelas medidas alcance R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029.

Já o perdão das dívidas deve representar um impacto de aproximadamente R$ 3 bilhões ao longo de três anos, conforme o Ministério da Fazenda. A previsão é de R$ 1,1 bilhão em 2027, R$ 1 bilhão em 2028 e R$ 909 milhões em 2029. A anistia abrange débitos contraídos até 13 de outubro de 2026, inclusive aqueles que ainda não foram inscritos na dívida ativa da União e permanecem em tramitação. Essa ampliação pode gerar um custo adicional de até R$ 2 bilhões.