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Prefeita de Belford Roxo se apresenta como advogada para visitar Márcio Canella na prisão

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Prefeita de Belford Roxo se apresenta como advogada para visitar Márcio Canella na prisão

Mariana Malta entrou em unidade prisional sem autorização, segundo relato; Secretaria de Polícia Penal comunicou o caso à PF, ao STF e à OAB

Prefeita de Belford Roxo se apresenta como advogada para visitar Márcio Canella na prisão

Foto: Reprodução/Prefeitura de Belford Roxo

Por: Metro1 no dia 22 de outubro de 2026 às 17:55

A prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta, conhecida como Mariana Canella (União Brasil), visitou o correligionário Márcio Canella na prisão sem autorização prévia. Para entrar na unidade prisional, ela se apresentou como advogada, segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro.

Em nota, a pasta informou que Mariana entrou no local no domingo (18), mediante comprovação da condição profissional declarada. Ao descobrir que se tratava da prefeita, a secretaria comunicou o caso à Polícia Federal (PF), ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A Corregedoria da instituição instaurou um procedimento para apurar o episódio.

Mariana trabalhou por sete anos como assessora de Canella na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em 2024, foi eleita vice-prefeita na chapa encabeçada por ele para o mandato de 2025 a 2028. Ela assumiu a prefeitura em abril deste ano, após Canella deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado. Em agosto, ele desistiu da candidatura e concorreu a deputado estadual, sendo eleito.

Canella foi preso em operação da PF

O deputado estadual eleito Márcio Canella foi preso no último dia 15, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. Também foram presos o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, e outros quatro policiais civis.

Os investigados já haviam sido alvos da sexta fase da operação, em julho deste ano. A investigação apura uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos em um suposto esquema de lavagem de dinheiro com anuência de políticos.

As prisões preventivas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).