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PF vai incluir disputa por ilha de Richarlison em investigação contra Flávio Bolsonaro

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PF vai incluir disputa por ilha de Richarlison em investigação contra Flávio Bolsonaro

Apuração envolve suspeitas relacionadas ao advogado Willer Tomaz, que nega irregularidades na aquisição da propriedade

PF vai incluir disputa por ilha de Richarlison em investigação contra Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução/Redes Sociais/Reprodução/Charles Vieira/

Por: Metro1 no dia 23 de outubro de 2026 às 11:33

Atualizado: no dia 23 de outubro de 2026 às 11:50

A Polícia Federal vai ampliar a investigação sobre as relações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, e o advogado Willer Tomaz para incluir a disputa pela posse de uma ilha em Angra dos Reis (RJ), envolvendo o jogador Richarlison. O inquérito já apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado, que também é investigado por possíveis vínculos com fraudes em descontos de benefícios do INSS.

A inclusão do caso ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar, na quarta-feira (21), que solicitaria uma apuração sobre a propriedade situada na Ilha Comprida. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o atacante teria desembolsado R$ 10 milhões pelo imóvel e acabou prejudicado na disputa pela posse.

A polêmica veio à tona depois que Richarlison acusou Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz de agirem para retirar a propriedade dele após a recusa em vendê-la ao senador. O jogador do Tottenham, da Inglaterra, sustenta que pagou R$ 10 milhões pela ilha. 

Tomaz contesta a versão do jogador e afirma que Richarlison adquiriu o imóvel de pessoas sem legitimidade para negociá-lo. O advogado diz que a compra realizada por sua empresa seguiu os trâmites legais e possui escritura pública, registro em cartório e documentação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

O advogado também argumenta que o atleta perdeu disputas judiciais relacionadas à propriedade em diferentes instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e desistiu da ação em 2025. Tomaz nega que Flávio tenha participado da negociação e afirma que a aquisição foi feita exclusivamente por sua empresa.

Além da apuração policial, o grupo Derrubando Muros, integrado por sociólogos, empresários e juristas, solicitou ao Ministério Público uma investigação sobre a atuação do senador no caso. O pedido menciona suspeitas de advocacia administrativa e grilagem.