Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Política

/

Tarcísio prega unidade da oposição e busca se projetar nacionalmente após fuga de Flávio

Política

Tarcísio prega unidade da oposição e busca se projetar nacionalmente após fuga de Flávio

Aliados apontam governador de São paulo como possível candidato para as próximas eleições

Tarcísio prega unidade da oposição e busca se projetar nacionalmente após fuga de Flávio

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 28 de outubro de 2026 às 16:27

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), passa a se posicionar como o novo representante da oposição a nível nacional. Em um cenário de Jair Bolsonaro preso e Flávio Bolsonaro (PL) fora do país após a derrota nas urnas do segundo turno das eleições, aliados enxergam o governador como um possível candidato para as eleições de 2030.

O sinal público veio nesta terça-feira (27), quando Tarcísio publicou um vídeo nas redes sociais em reconhecimento ao resultado das eleições presidenciais. Sem comentar diretamente a ida de Flávio aos EUA, o governador defendeu a construção de um “projeto de país” e disse que a direita recebeu das urnas “uma responsabilidade”. Comentou ainda sobre a  ascensão da direita no Congresso e nos estados, e que agora seria hora de criar unidade como uma “oposição vigilante”.

No mesmo vídeo, Tarcísio defendeu ministérios ocupados por nomes técnicos, redução de gastos públicos e de impostos, combate a privilégios e investimentos em saúde, educação e saneamento. Para interlocutores políticos, a escolha dos termos tenta organizar o discurso da direita em torno de pautas que dialogam com o mercado financeiro e com eleitores mais moderados.

Segundo a avaliação de dirigentes partidários da direita e do centrão, Tarcísio reúne condições para disputar a Presidência em 2030 e pode chegar à próxima eleição com mais competitividade do que Flávio. O governador foi reeleito em São Paulo com mais de 60% dos votos já no primeiro turno e tem quatro anos para consolidar a gestão e ampliar a presença no debate nacional. Dirigentes ressalvam que o cenário ainda depende do desempenho dele no governo paulista e da evolução das forças políticas nos próximos anos.