
Política
Governo acompanha 45 casos de violência política e contabiliza 10 mortes
Segundo Guilherme Boulos, registros desde sábado (24) incluem agressões, disparos, atropelamentos intencionais e suspeitas de violência policial

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O governo federal acompanha 45 casos de violência política registrados desde sábado (24), com um total de dez mortes, segundo balanço apresentado nesta quarta-feira (28) pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Durante coletiva no Ministério da Justiça, Boulos informou que as ocorrências incluem agressões físicas, atropelamentos intencionais, disparos e atentados com armas de fogo, além de episódios de violência e coação contra indígenas e suspeitas de abuso policial. Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina concentram o maior número de registros.
“Isso é inadmissível. As medidas que vamos anunciar aqui vêm de uma sociedade que não tolera violência política. Isso não cabe na democracia, não pode e não ficará impune”, afirmou o ministro.
O governo informou que acompanhará as investigações e cobrará a responsabilização dos envolvidos. A Polícia Federal ficará responsável pelos casos de competência federal, enquanto os crimes comuns continuarão sob apuração das autoridades estaduais.
Nas ocorrências que envolvam suspeita de violência policial, o Ministério da Justiça acionará as corregedorias das corporações estaduais e acompanhará as investigações administrativas. O governo também afirmou que pedirá o afastamento dos agentes envolvidos.
“Dez pessoas foram mortas no Brasil por suas convicções políticas. Isso não é normal. O que a gente espera é que isso acabe, esse clima de intolerância e violência política”, declarou Boulos.
O balanço apresentado pelo governo não detalhou os 45 casos nem informou a situação de cada investigação.
Denúncias de violência e crimes digitais
Entre os episódios citados está o ataque à vereadora Iara Pimentel (PT), em Montes Claros (MG), durante uma carreata de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o caso.
Em Três Pontas (MG), uma mulher que usava um adesivo de Flávio Bolsonaro também foi agredida durante um ato político.
Durante a coletiva, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, afirmou que a pasta recebeu denúncias de crimes de ódio, intolerância e discriminação nas redes sociais. Também foram comunicados ao Ministério Público Eleitoral episódios envolvendo relações entre empregados e empregadores.
O governo informou ainda que a Força Nacional atua para garantir a segurança de grupos indígenas ameaçados.
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