
Política
Assessor de Milei acompanhou fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil
Segundo o Clarín, maior jornal argentino, Santiago Caputo esteve em Puerto Iguazú na noite em que o senador embarcou em um avião particular para Miami

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina na terça-feira (27), em uma fuga que, segundo o jornal argentino Clarín, teve acompanhamento de Santiago Caputo, assessor próximo do presidente Javier Milei. Derrotado na disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador embarcou em um avião particular em Puerto Iguazú com destino a Miami, nos Estados Unidos.
Flávio viajou com familiares e chegou ao destino na manhã seguinte, após uma escala no Equador. Segundo fontes da Casa Rosada ouvidas pelo jornal, a operação começou "quando empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos contrataram um voo com a companhia argentina Baires Fly."
Caputo não ocupa cargo oficial no governo argentino, mas mantém contato com representantes da Casa Branca ligados ao presidente Donald Trump. De acordo com a reportagem, ele viajou de Buenos Aires para Puerto Iguazú para acompanhar a operação e evitar a divulgação de imagens da movimentação.
Registros e críticas à imprensa
Na manhã de terça-feira (27), o portal Infobae publicou uma foto de um jatinho Gulfstream G400 na pista do aeroporto, posteriormente identificado como a aeronave usada por Flávio. À noite, jornalistas argentinos registraram a chegada de uma van com placa brasileira, vidros escuros e escolta. A presença de Caputo também teria sido registrada durante uma fiscalização policial.
Durante a operação, o assessor criticou a cobertura jornalística nas redes sociais. "Todos escrevem rumores baseados em rumores. Que papelão os meios argentinos", escreveu na terça-feira. No dia seguinte, voltou a atacar a imprensa: "A cobertura do dia de hoje deve ter sido provavelmente um dos maiores papelões da história. Disseram tudo com o mesmo nível de certeza e animosidade. Em todas as partes do mundo. Não sei quem passou a perna neles, mas toda minha admiração". O Clarín também aponta uma articulação entre autoridades da Argentina e dos Estados Unidos para viabilizar a fuga, e afirma que representantes do governo brasileiro sabiam da movimentação.
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