
Política
Após carta, Flávio Bolsonaro encontra Eduardo Bolsonaro e Ramagem nos EUA
Irmão do senador afirmou que os dois não desistirão do Brasil; ex-deputado declarou que Flávio poderá liderar a oposição ao governo Lula do exterior

Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontrou com o irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e com o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) nos Estados Unidos, na quarta-feira (28). Os dois publicaram fotos ao lado do parlamentar nas redes sociais, após sua saída do Brasil.
Eduardo Bolsonaro compartilhou uma imagem com o irmão no Instagram e comentou o reencontro. “Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil”, escreveu. Na publicação, também citou uma frase atribuída ao escritor Olavo de Carvalho: “Não parar, não precipitar, não retroceder”.
Ramagem, por sua vez, publicou no X uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro, que aparece segurando uma bandeira do Brasil. O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro afirmou que o senador poderá continuar sua atuação política do exterior.
“Flávio saiu do Brasil, mas não deixou os brasileiros. Essa luta só terminará quando o Brasil voltar a ser um país livre”, declarou.
Carta contesta resultado das eleições
Os encontros ocorreram um dia depois de Flávio Bolsonaro divulgar uma carta na qual afirmou que pretende liderar a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir dos Estados Unidos.
No documento, o senador questionou o resultado das eleições e alegou fraude sem apresentar provas. Na primeira versão, chegou a se declarar o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Após a repercussão, alterou a expressão para “líder do Brasil”, mas manteve os questionamentos ao pleito.
Lula foi reeleito no segundo turno, realizado no domingo (25), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
Fuga do Brasil
Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos acompanhado da mulher e das duas filhas adolescentes. A saída ocorreu apesar de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão do passaporte do senador e o proibiu de deixar o país.
A Polícia Federal havia solicitado a apreensão do documento após a divulgação do resultado eleitoral. O caso envolve a atuação das autoridades para impedir a saída do parlamentar do território nacional.
Na carta, Flávio Bolsonaro justificou a decisão de deixar o país alegando temer medidas judiciais e afirmou que pretende continuar sua atuação política no exterior. “Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, escreveu.
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