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Eduardo Bolsonaro ataca Tarcísio e diz que governador paulista não é de direita

Política

Eduardo Bolsonaro ataca Tarcísio e diz que governador paulista não é de direita

Declaração por meio de vídeo disseminado nas redes sociais expõe a resistência da ala radical a uma liderança que busque diálogo com diferentes forças políticas e tente conquistar o eleitorado moderado

Eduardo Bolsonaro ataca Tarcísio e diz que governador paulista não é de direita

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 30 de outubro de 2026 às 15:45

Atualizado: no dia 30 de outubro de 2026 às 15:47

A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil abriu espaço para uma disputa pelo comando da direita e ampliou as divergências sobre os rumos da oposição. Nesse cenário, Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, desponta como alternativa para liderar o campo conservador, mas enfrenta resistência justamente entre setores que ajudaram a sustentar a ascensão política da família Bolsonaro.

Em declaração crítica ao governador, Eduardo Bolsonaro rejeitou a tentativa de enquadrá-lo como um representante legítimo da direita. “Não venham querer pintar o Tarcísio como uma pessoa de direita, porque ele não é”, afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais. Na avaliação do deputado, o governador seria um “tecnocrata de centro”, disposto a preservar canais de diálogo com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em vez de assumir o confronto defendido pela ala mais radical do bolsonarismo.

A fala também expõe uma disputa pelo eleitorado conservador. Eduardo avalia que Tarcísio considera os votos da direita garantidos, mesmo ao se distanciar de setores mais radicais. “Ele também acha que tem os votos da direita de maneira cativa, e isso é um problema”, afirmou. A crítica sugere que o governador pode superestimar a fidelidade dos eleitores bolsonaristas e subestimar a capacidade de mobilização dos grupos que rejeitam qualquer aproximação com Moraes.

A divergência ocorre em meio à tentativa de reorganização da oposição ao governo Lula e à disputa por espaço político. Enquanto uma parcela da direita busca uma liderança capaz de dialogar com setores moderados e ampliar sua base eleitoral, os grupos mais radicalizados resistem.  Ao atacar o governador, Eduardo Bolsonaro deixa claro que a disputa pelo futuro da direita não se resume ao enfrentamento com Lula e será travada também internamente.